Antes e depois mostra a cobertura do material mais brilhante do mundo com o novo pigmento mais preto. Foto: Divulgação/MIT
Antes e depois mostra a cobertura do material mais brilhante do mundo com o novo pigmento mais preto. Foto: Divulgação/MIT| Foto:

As definições de “preto mais preto do mundo” foram atualizadas. O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveu um material 10 vezes mais escuro que qualquer tom já apresentado. Se trata de um material produzido com nanotubos de carbono (CNTs) alinhados verticalmente — filamentos microscópicos de carbono produzidos em uma superfície de papel alumínio e cloro. A novidade foi publicada pela assessoria do MIT e aponta que o pigmento absorve 99,995% de qualquer tipo de luz ao seu redor.

Anteriormente, o “preto mais preto” era o Vantablack, substância à base de carbono que absorve 99,965% da luz. No Salão do Automóvel de Frankfurt de 2019, a BMW apresentou um modelo pintado de Vantablack — o BMW Vantablack X6 — o qual é proibido de ser comercializado, justamente pela dificuldade de enxergá-lo.

Fotografias do Vantablack X6 têm a impressão de serem desenhos 2D por conta da luz absorvida pela tinta. Foto: divulgação/BMW
Fotografias do Vantablack X6 têm a impressão de serem desenhos 2D por conta da luz absorvida pela tinta. Foto: divulgação/BMW

Parte da comprovação dos resultados é a obra “The Redemption of Vanity” (“a redenção da vaidade”, em português) e está em exibição no “New York Stock Exchange”. A equipe de engenheiros revestiu com o novo material um diamante amarelo de 16,78 quilates da LJ West Diamonds, com valor estimado em US$ 2 milhões. A gema, que normalmente reflete muita luz, desaparece no preto.

"The Redemption of Vanity". Foto: divulgação
"The Redemption of Vanity". Foto: divulgação

A obra foi concebida pelo artista residente do Centro de Arte, Ciência e Tecnologia do MIT, Diemut Strebe, e pelo professor de aeronáutica do MIT Brian Wardle, além de seu grupo de pesquisa.

Segundo Wardle, além do uso artístico, o CNT pode ser útil reduzindo o brilho indesejado de cortinas ópticas por telescópios espaciais, ajudando-os a localizar novos planetas.

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