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A WGSN, autoridade máxima em comportamento e tendências, apresentou na quinta-feira (30) as principais macrotendências da arquitetura, decoração e design que estão remodelando a forma de viver e morar. A palestra de Ligia Barros, diretora da empresa na América Latina, fez parte de um evento exclusivo para a imprensa, organizado pela Semana de Design de São Paulo, a DW!, da qual HAUS é media partner oficial em 2021.

Ligia começou desmistificando uma questão importante: o conceito de casa é menos material e mais emocional. "Lar não é sobre presente, mas sobre esperanças. Sobre um passado idealizado e um futuro ainda inalcançado. É mais uma ideia do que algo concreto", frisa, citando a pesquisadora britânica Sara Ahmed.

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A casa então surge como um lugar para aterrar, para hibernar, para depositar o seu espírito, o seu amor e a sua coragem, como resume a diretora da WGSN. Neste sentido, três drivers principais emergem: uma rotina organizada com equilíbrio entre vida pessoal e profissional no hub que a casa se transformou, homebodies e conforto de dentro para fora.

Mais caseiros

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Ela explica cada um dos três. Sobre a rotina, a casa precisou e ainda necessita absorver diferentes necessidades, o que permite lhe dar novos significados. Já homebodies identificam uma tendência de que as pessoas estão ficando mais caseiras ou preferindo fazer atividades em casa, o que impulsiona cada vez mais a economia doméstica. E o conforto, que virou palavra de ordem em tudo que for produzido para as residências, até mesmo para gadgets eletrônicos, que precisam passar despercebidos como aparelhos e ter toques e formas mais aprazíveis.

Autoindulgência

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Pode parecer muito batido, mas Ligia destacou pontos ainda não observados. Segundo ela, um dos produtos mais procurados tem sido roupa de cama, ganhando até mesmo de TVs, sofás, decorações e tech entretenimento. "É a autoindulgência como prioridade", sentencia. "Priorizar a si em primeiro lugar e depois os hóspedes."

Modularidade de ambientes e peças

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Ainda sobre o conforto, a especialista pontua a importância da modularidade, da adaptabilidade e ajustabilidade de ambientes e móveis, que precisam atender diferentes necessidades, diferentes momentos, diferentes atividades. "Algo que ainda desafia os designers. Uma vez que a privacidade volta a ser valorizada, as pessoas precisam de espaços não tão abertos, para uma reunião pelo computador, por exemplo, ou pelo simples fato de querer um momento sozinho mesmo", esclarece.

Retorno aos subúrbios e à vida nômade

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Sobre o tipo de moradia, Ligia afirma que existe um movimento de retorno ao campo e ao subúrbio das grandes cidades. Nos Estados Unidos, principalmente, existe uma busca crescente por casas velhas, e, portanto, baratas, com um grande potencial. O que leva a outra tendência: o ressignificar o velho, o upcycling. Nos EUA, o aumento foi de 35%.

E a vida nômade também tem despertado atenção, com os motorhomes, por exemplo. "No Google houve um aumento de 312% nas buscas. E na Europa a procura por bases onde esses trailers possam estacionar aumentou 500%. No Brasil isso ainda não é possível, mas é uma inspiração como estilo de vida", ilustra Ligia.

Estar dentro e se sentir fora

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E agora exige-se uma transição cada vez mais perfeita e sutil de dentro para fora. O grande desafio é como estar dentro de casa e se sentir no ambiente externo. E como criar ambientes ansiolíticos, que envolvam todos os sentidos.

Morar sozinho, mas ter uma comunidade

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Ligia ressalta que tem crescido o número de pessoas vivendo sozinhas. O que mostra que as casas compactas só crescem e que elas não são mais tão pequenas como antes da pandemia. E que, na contramão, apesar de viver sozinhas e de ter pouco espaço privado, os condomínios têm criado áreas comunitárias importantes para fomentar união, conversa, conexão e senso de comunidade entre as pessoas.

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