Arquitetos sugerem projeto para abrigar 50 mil pessoas no Palácio de Buckingham

Escritório alemão redesenhou o palácio real para que 50 mil britânicos sem casa tenham onde morar. Carta aberta à rainha pede que ela considere a proposta

Foto: reprodução/Opposite Office

por HAUS

18/01/2019

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Como sugestão para refletir sobre a crise de habitação que assola as grandes cidades, o escritório de arquitetura alemão Opposite Office propôs uma ideia ousada para Londres: reformar o Palácio de Buckingham, onde vive a família real britânica, para que 50 mil pessoas possam dividir o teto com a rainha.

No novo desenho, o “Affordable Palace” (‘Palácio Acessível’, em tradução livre) ganharia novos andares. Quartos individuais e duplos se tornariam salas de jantar e de estar compartilhadas, e os muitos cômodos seriam interligados sem necessitar de corredores, em um enorme sistema de convivência. Dessa maneira, o Opposite Office estima que os 50 mil novos moradores poderiam ‘caber’ no prédio.

O projeto concebe oito escadarias para conectar os apartamentos. Foto: reprodução/Opposite Office

Além disso, o próprio desenho da planta é modificável: telas e paredes dobráveis seriam usadas para realocar os espaços de acordo com as necessidades dos moradores.

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Junto do projeto, o escritório publicou uma carta aberta à rainha Elizabeth II, pedindo que considere compartilhar seu palácio com quem não possui tantas posses. Segundo Benedikt Hartl, co-fundador do escritório, a ‘densidade populacional’ do palácio real não coincide com a do resto de Londres — atualmente, o castelo tem 775 quartos e 79 banheiros.

Corte da planta do novo projeto. Foto: reprodução/Opposite Office

“Os quartos estão cheios de candelabros cintilantes, tapetes suntuosos, colunas de mármore, esculturas e obras de arte caras”, explica Hartl na carta. “Então por que não usar essa estrutura existente para combater a crise de habitação?“.

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A crise habitacional em Londres têm sido alvo do trabalho de vários designers e arquitetos. A empresa de engenharia WSP sugeriu a construção de blocos habitacionais sobre as ferrovias na cidade, enquanto a incorporadora Cube Haus contratou o escritório Adjaye Associates para projetar residências modulares acessíveis.

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