Vaso chinês esquecido em sótão é arrematado por R$ 70 milhões

Peça encontrada por acaso na casa de uma família francesa data do século 18 e foi produzida para o imperador Qianlong

Foto: Sotheby’s / Divulgação

por HAUS

13/06/2018

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Um vaso chinês descoberto por acaso no sótão de uma família francesa foi arrematado por 16,2 milhões de euros (cerca de R$ 70 milhões) e estabeleceu um novo recorde para uma porcelana chinesa leiloada na França.

A soma impressionante justifica-se pela exclusividade e nível de detalhamento da peça, datada do século 18 e produzida para o imperador Qianlong, mas superou, e muito, a expectativa da própria Sotheby’s, casa de leilão responsável pelo pregão. Isso porque o vaso foi vendido por mais de 23 vezes do valor estimado, de 700 mil euros (aproximadamente R$ 3,1 milhões), após uma “intensa batalha de 20 minutos” entre os interessados, como a empresa destacou em nota.

Vaso data do século 18 e é rico em detalhes. Foto: Sotheby’s / Divulgação

Assim como o valor de arremate, a história por trás da “descoberta” do vaso é outro aspecto inusitado sobre a peça. Deixado para os avós dos atuais proprietários por um tio, ela estava esquecida em um sótão e teria sido encontrada durante uma limpeza de rotina, sendo então levada em uma caixa de sapatos até a casa de leilão. “Eles sabiam que o vaso tinha algum valor, mas nada como isto, e nem que era originário da dinastia Qing”, enfatizou Olivier Valmier, especialista em arte asiática da Sotheby’s, em entrevista à BBC.

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Tesouro

O vaso de porcelana ‘Yangcai’ Famille-Rose é um exemplo raro do trabalho realizado pelos artesãos da época para o imperador Qianlong, como explica a casa de leilão. A peça é rica em detalhes policromáticos e decorado com uma paisagem que seria inspirada no Parque Imperial de Caça de Mulanj, uma das casas de verão do imperador. Nela, estão retratados gamos (uma espécie de mamífero asiático) grous (espécie de ave) e pinheiros, que simbolizam a felicidade e prosperidade, a velhice e a vida eterna, respectivamente.

O único vaso conhecido com forma e desenho similares ao do arrematado no leilão compõe a coleção do museu Guimet, em Paris.

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