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Em tempos nos quais somos convidados a viver de forma mais intensa nossas casas, é difícil encontrar quem não tenha experimentado o desejo de mudar uma ou muitas coisas para transformar os espaços. Isso não significa que os ambientes não tenham qualidade ou que não se tenha atentado antes para a necessidade de uma reforma. É apenas o reflexo de uma nova rotina, na qual estabelecemos novas relações com os cômodos e a vida doméstica.

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"Está comprovado que o ambiente nos influencia. Porém, isso ocorre de maneiras diferentes para cada um de nós, pois somos indivíduos que recebem e decodificam os estímulos vindos dele de [forma muito particular]", explica a arquiteta Gabi Sartori, especialista em neuroarquitetura e cofundadora da Academia Brasileira de Neurociência e Arquitetura (Neuroarq Academy).

Assim, não existe uma regra exata sobre o que ou como mudar. O que a especialista sugere é que se preste atenção ao que se sente no ambiente, se são sentimentos bons ou nem tanto e que, a partir disso, se prepare o espaço para que ele seja um gatilho para a tranquilidade, para o relaxamento.

E se engana quem pensa que restrições de orçamento, de mobilidade ou de mão de obra são impeditivos à mudança. Pequenas modificações, inclusive com peças e materiais que já se tem em casa, podem fazer grande diferença nos ambientes. Confira nossas sugestões!

Mude móveis e objetos de lugar

Sabe aquele banquinho sem uso no closet? Ele pode ser um boom apoio para se tirar os sapatos na entrada de casa. E a poltrona abandonada no quanto do quarto pode fazer companhia ao sofá, na sala. A ordem é não se limitar e, na medida do possível, aproveitar o potencial dos móveis e peças de decoração testando-os em novas composições e funções.

Foto: reprodução
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"As pessoas não acreditam, mas mudar o layout [de um cômodo] ou uma cadeira de lugar faz parecer com que se mudou tudo", aponta a arquiteta Claudia Alionis. "Quando se passa muito tempo em um ambiente com a mesma configuração, acabamos criando uma rotina de comportamento, habituamos o cérebro a trabalhar com aquele esquema. A partir do momento que se promove uma mudança, de móveis ou objetos que chamam a atenção para outro local, modificamos caminhos neurais, o que é muito positivo", acrescenta Gabi.

Traga mais cor para o seu dia

Pintar as paredes é o jeito mais fácil, e barato, de se renovar um ambiente. E, neste caso, a pintura não precisa englobar a casa toda nem as quatro paredes de um cômodo, como lembra a arquiteta Diane Justus.

Foto: Matheus Ilt/Divulgação
Foto: Matheus Ilt/Divulgação| Matheus Iltchechen

Assim, o que vale é a criatividade: pintar um painel, uma forma geométrica, meia parede, uma porta com uma cor mais vibrante. Tudo é permitido, sendo a única regra a de que a pintura agrade ao gosto dos moradores.

Menos é mais

Foto: Bigstock
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Organizar a casa é também um dos caminhos para organizar a mente. Nesta linha, fazer aquela limpeza nos armários, no melhor estilo Marie Kondo, separando para doação não apenas roupas, mas também livros, móveis e peças de decoração que não façam mais sentido contribui para abrir espaço para coisas novas ou simplesmente para arejar e tornar mais fluidas a decoração e o convívio em um ambiente. Afinal, nessas arrumações, quem nunca reencontrou aquela peça esquecida, capaz de dar cara nova ao espaço.

Deixa a natureza entrar

O isolamento social não significa uma barreira para que nos conectemos à vida. A arquiteta Gabi lembra que, neste momento de menos interações físicas entre as pessoas, pode-se aproveitar para iniciar ou firmar a relação afetiva que temos com a natureza, com as coisas vivas, de acordo com o que propõe a biofilia.

Foto: Bigstock
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Dentro de casa isso é possível por meio de maiores cuidados com o jardim, por exemplo, ou de trazer vasos, flores e folhagens e outros seres vivos, como peixes em um aquário, para os ambientes internos.

"É preciso deixar a luz natural entrar. A janela é um ótimo portal para nos conectar à área externa. Abrir uma cortina, levar uma mesa para mais perto dela, para fazer uma refeição contemplando a vista, ajuda a ressignificar essa relação", sugere Diane.

Lembranças são boas companheiras

Deixe à vista objetos com valor afetivo. Um quadro comprado em uma viagem, uma louça da avó, o vaso que foi presente de uma amiga, fotos esquecidas dentro de uma caixa no armário que podem ter em porta-retratos sua nova morada.

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Sua casa é o seu refúgio, então nada mais justo do que ela carregar memórias de momentos felizes que são parte da sua história. "Por que não trazer para a decoração aquilo que está guardado no armário. Expôr lembranças positivas nos ancora no momento, reforça a sensação de quem sou e de onde vim, o que é muito positivo", completa a arquiteta Gabi.

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