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Perspectiva da fachada do Age 360, pré-lançamento da AG7 em Curitiba. Imagem: divulgação
Perspectiva da fachada do Age 360, pré-lançamento da AG7 em Curitiba. Imagem: divulgação| Foto: AG7/Divulgação

A definição de luxo foi atualizada, ou pelo menos não é a mesma para todos os interessados em adquirir um imóvel de alto padrão. A constatação foi apresentada na primeira edição do AG7 Talks, evento virtual que reuniu na última quinta-feira (18) representantes das principais construtoras e incorporadoras que atuam no mercado de alto padrão de Curitiba para discutir as perspectivas para o setor.

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"O luxo muda de cidade para cidade. O luxo lá em São Paulo é muito diferente do luxo em Curitiba conceitualmente e em termos de preço e público-alvo a ser atingido", sintetiza Fábio Tadeu Araújo, sócio da Brain Inteligência Corporativa, que mediou o debate.

Na capital paranaense, entre as características apontadas como inerentes aos produtos reconhecidos como tal estão tamanho dos cômodos, design, exclusividade e conforto do empreendimento.

Mai Terraces, da Laguna, em obras na região do Barigui. Imagem: Divulgação
Mai Terraces, da Laguna, em obras na região do Barigui. Imagem: Divulgação

"Curitiba é um mercado muito focado em produto. Eu diria que, [em termos de] Brasil, os produtos imobiliários que nascem aqui seriam de longe os melhores que teriam nas outras cidades", avalia Alfredo Gulin Neto, CEO da AG7. "O curitibano é extremamente exigente em questão de arquitetura, de solução arquitetônica de projeto, de acabamento. É um público que olha no detalhe, como até a angulação da rampa da garagem", complementa Leonardo Yoshii, presidente da A.Yoshii, ao lembrar que, culturalmente, a cidade sempre teve uma visão de vanguarda, de sensibilidade para a beleza e a qualidade.

Preço e qualidade

Sempre entre os primeiros itens da lista de intenção de compra de imóveis em qualquer segmento, a localização também pesa quando o assunto são os empreendimentos de luxo. E aqui cabe outra particularidade do mercado curitibano quando comparado ao de outras praças do país: o fato de a cidade ter diversas "regiões de luxo", e não uma "concentração do luxo", como ocorre em São Paulo ou no Recife, por exemplo.

Empreendimento Ícaro Jardins do Graciosa, no bairro Cabral, em Curitiba. Imagem: Divulgação
Empreendimento Ícaro Jardins do Graciosa, no bairro Cabral, em Curitiba. Imagem: Divulgação| Eduardo Macarios / Divulgação

Entre elas pode-se citar desde áreas mais antigas e consagradas, como Batel e Cabral, até regiões mais novas, como a do Ecoville. "[Além da localização], é preciso entender o público para o qual se está construindo. Apesar de Curitiba às vezes não ter tanto essa diferença quanto ao valor [do imóvel de acordo com o] bairro, culturalmente se você muda de bairro, muda a forma de se construir. Se você vai construir no Batel, [provavelmente] será algo mais tradicional. Se vai construir no Ecoville, pode [investir] em algo mais arrojado", acrescenta André Marin, diretor de incorporação da Construtora Laguna.

O projeto arquitetônico e o atendimento de normas técnicas são outros critérios importantes ao segmento, mesmo que eles nem sempre sejam tão evidentes ao consumidor. Isso porque essas características são as responsáveis por promover o conforto ao se desfrutar do imóvel, o que contribui para a qualidade de vida de seus moradores. Neste sentido, entram desde uma boa configuração de planta e janelas com maior capacidade de vedação térmica e de ruídos e a presença de mantas acústicas entre as lajes, por exemplo.

Maison Heritage Ecoville é o primeiro lançamento da A.Yoshii em Curitiba. | Divulgação
Maison Heritage Ecoville foi o primeiro lançamento da A.Yoshii em Curitiba. Imagem: Divulgação

Insolação, ventilação, acabamentos, espaços comuns que ofereçam qualidade de vida. Estes são todos itens que podem traduzir como [os empreendimentos de luxo] são percebidos", reforça Yoshii. "Não existe uma uniformidade técnica [por parte dos consumidores], mas uma uniformidade conceitual que é a busca pelo bem estar", conclui Araújo, referindo-se aos desejos que baseiam a intenção de compra, especialmente dentro do período da pandemia da Covid-19.

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