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O projeto assinado por Valliatti e Patrão tem piso de cerâmica que imita concreto aparente, dando um toque rústico ao décor. Foto: Daniela Buzzi/Divulgação.
O projeto assinado por Valliatti e Patrão tem piso de cerâmica que imita concreto aparente, dando um toque rústico ao décor. Foto: Daniela Buzzi/Divulgação.| Foto:

À primeira vista eles parecem uma simples indicação de trajeto no chão. Mas os caminhos de jardim vão além: são um convite ao contato com a natureza, conduzem a circulação dos visitantes no espaço, ajudam a preservar as plantas e a compor a estética do recanto verde da casa.

Um caminho bem projetado faz diferença na experiência de quem o utiliza. “Além de ser funcional, servindo como passagem, o caminho é parte integrante do todo. Ele atrai o olhar transmitindo a sensação de leveza, beleza e movimento a seus visitantes, causando a expectativa do que pode estar à frente”, explica Luciane Maria Sala Santos, engenheira agrônoma e paisagista da Esalflores.

No projeto da Esalgarden foram usados liriopes, grama preta e pedra goiana amarela. Foto: Divulgação.
No projeto da Esalgarden foram usados liriopes, grama preta e pedra goiana amarela. Foto: Divulgação.

Primeiros passos
Para decidir onde o caminho deve ficar é preciso primeiro pensar em sua função. “Se ele não for preciso, seus usuários tendem a fazer trilhas para diminuir o percurso”, diz ela.
Não existe regra para o traçado, que pode ser sinuoso ou geométrico, dependendo da paisagem e do estilo da arquitetura da casa. “O ideal é que a largura mínima seja de 0,80 cm, o que permite a caminhada de duas pessoas juntas”, explica Rosana Costa, paisagista da Aquarela Jardins e Harmonia de Ambientes.

Também é importante considerar os demais elementos que vão compor o jardim. “Nos jardins clássicos os caminhos conduzem o visitante para os setores criados com plantas, esculturas e fontes d’água. Hoje é mais comum encontrar alguns ambientes mobiliados, que oferecem momentos de descanso e contemplação”, afirma o paisagista Wolfgang Schlögel. A iluminação também ajuda a delimitar e valorizar o caminho.

Materiais e segurança
Entre os principais materiais para as calcadas estão pedras, madeira, artefatos de cimento, cerâmica e tijolo. “O estilo do projeto e as características do terreno definirão o material mais adequado”, diz Schlögel.

 

Dê preferência aos pisos antiderrapantes, que dão mais segurança ao tráfego. “Opte por pedras assentadas com cimento ou por blocos de concreto encaixados, que deixam a superfície uniforme, são antiderrapantes e não absorvem calor”, explica Luciane. Outra opção são os módulos de Concregamas, vazados e feitos em concreto, indicados para áreas de tráfego intenso, que permitem o plantio de grama formando uma superfície permeável e uniforme.

No caso de caminhos com madeira, como dormentes, cruzetas e bolachas de eucaliptos, é preciso tratar o material com uma mistura de verniz e areia, criando uma base antiderrapante. Tijolos queimados também tendem a criar limo sobre sua superfície, por isso, o ideal é impermeabiliza-lo com resina liquida. Outro material muito usado é a pedra de São Tomé, que tem característica áspera, garantindo maior segurança. Já os pisos de cerâmica são uma opção prática, fácil de limpar e de grande durabilidade.

Se a casa tem animais de estimação, o ideal é escolher materiais que tenham uma drenagem mais rápida de líquidos. “Os animais podem pisar na grama ou bordaduras do jardim e espalhar sujeira”, diz a paisagista. Por isso, materiais de coloração escura, como pedras portuguesas, também podem ser uma boa solução, uma vez que disfarçam eventuais sujeiras. Pedras pequenas e cepas de madeira devem ser evitadas, pois podem ser ingeridas por crianças e animais.

“Outro fator importante é a distâncias das passadas. Se forem pequenas ou grandes demais podem ocasionar desconforto ou até mesmos acidentes”, completa Luciane.

Manutenção e preservação
A manutenção vai depender do material utilizado para o caminho e as espécies que o cercam. “É recomendada a retirada mensal das ervas daninhas que brotam no trajeto, além da retirada de folhas secas e podas de grama, quando necessário”, explica Luciane. “Os caminhos também devem manter uma certa distância das plantas mais sensíveis para protegê-las no momento da circulação”, diz.

Quanto à limpeza, não há muito segredo. “De modo geral, pode ser feita com uma jateadora de alta pressão (WAP) e com o auxílio de detergentes neutros, vassoura com cerdas de plástico ou piaçava”, finaliza a paisagista Rosana.

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