Plantas aéreas e vasos suspensos são opções para pequenos espaços

Cada vez mais presentes nos ambientes internos, as plantas ganham novos formatos e apresentações

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Da esquerda para a direita, Columeia suspensa, Tillandsia de cabeça para baixo e Dedo de Moça suspensa, todas da Borealis. Fotos: Marcela Belz/Divulgação Borealis

por Mariana Domakoski*

08/11/2019

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Se você está sem espaço para colocar vasos de plantas em casa, olhe para o alto. Pendure tudo. Suspender algumas plantas e usar espécies aéreas pode levar verde para os ambientes e inovar na decoração.

As aéreas são aquelas que não precisam da terra para se desenvolver, apesar de conseguirem sobreviver no solo também. Agarram suas raízes em outras plantas, mas sem parasitá-las, e absorvem do ar os nutrientes de que precisam, por meio de suas folhas. São geralmente encontradas em florestas densas, onde há muita competição por luz. Uma das mais usadas de maneira ornamental é a Tillandsia, um gênero da bromélia.

Tillandsia de cabeça para baixo em vaso feito pela EnTorno Cerâmica para a Borealis. Fotos: Fotos: Marcela Belz/Divulgação Borealis

Tillandsia de cabeça para baixo em vaso feito pela EnTorno Cerâmica para a Borealis. Fotos: Marcela Belz/Divulgação Borealis

Por não precisarem de terra, as plantas aéreas não dependem de vasos e podem ser inseridas nos ambientes de várias formas diferentes: em cima da mesa, pregadas na parede, nos buraquinhos dos tijolos e até mesmo de cabeça para baixo.

Patrícia Belz, proprietária da Borealis, loja especializada em plantas para ambientes internos, explica que é uma alternativa fácil de cuidar: é necessário deixá-la em locais com um pouco de luminosidade e borrifar água ou deixar de molho uma vez por semana. Por adorar umidade, gosta de ambientes como banheiros. “Cuidando bem, é uma planta para a vida toda”, afirma.

Buraco de tijolo também é lugar de Tillandsia.

Buraco de tijolo também é lugar de Tillandsia.

Verde suspenso

As plantas suspensas, por sua vez, precisam de terra. Em geral, qualquer espécie pode ser suspensa com seu vaso, ou seja, não ter contato com o solo ou outra superfície. Mas algumas são mais indicadas pelo efeito criado. A Samambaia, a Columeia, a Flor de Maio, a Ripsális e algumas suculentas, como a Dedo de Moça e a Lambari, são as mais indicadas, segundo Patrícia, porque formam as chamadas cascatas, com as folhas e flores pendentes.

A Columeia também fica bonita suspensa.

A Columeia também fica bonita suspensa.

Entre os cuidados, estão a dosagem da luz e a rega, cuja intensidade deverá respeitar cada espécie. Por exemplo, a Samambaia vai exigir água todos os dias, enquanto a Dedo de Moça vai precisar de água uma vez por semana no verão e cerca de uma vez a cada 15 dias no inverno.

A suculenta Dedo de Moça suspensa.

A suculenta Dedo de Moça suspensa.

A técnica japonesa kokedama é uma alternativa para suspender, sem nenhum tipo de jardineira, espécies que precisam de terra. Ela consiste em envolver as raízes em uma bola compacta de argila e musgo – que pode ser substituído por lascas de sarrafo de madeira ou fibra de coco –, amarrada com fios de barbante. Para molhar, é só borrifar água de acordo com a necessidade e deixar um prato embaixo para que o excesso escorra.

Minisamambaia em técnica kokedama.

Minisamambaia em técnica kokedama.

Escultura natural

O arquiteto Nildo José buscou ter a presença da natureza de forma mais escultórica em seu ambiente na edição deste ano da Casa Cor São Paulo. O resultado foi o Estúdio Jabuticaba, de estilo minimalista e com uma pequena árvore, de cerca de 1,60 metro de altura, que parecia flutuar no meio da sala.

Suspensa por cabos de aço, a jabuticabeira chama a atenção no espaço cosmopolita de 44 metros quadrados criado por Nildo, com referências japonesas (visíveis nos elementos posicionados mais próximos ao chão), nórdicas (principalmente na paleta de cores, com uso de nude, cinza e preto), italianas e brasileiras (presentes especialmente no mobiliário).

Uma jabuticabeira de cerca de 1,60 metro de altura em técnica kokedama parece flutuar no Estúdio Jabuticaba, criado pelo arquiteto Nildo José para a Casa Cor São Paulo 2016. Foto: Marco Antonio/Divulgação

Uma jabuticabeira de cerca de 1,60 metro de altura em técnica kokedama parece flutuar no Estúdio Jabuticaba, criado pelo arquiteto Nildo José para a Casa Cor São Paulo 2016. Foto: Marco Antonio/Divulgação

A mistura de culturas não foi problema na hora de inserir a árvore. “Independentemente do estilo do ambiente, plantas são sempre bem-vindas, sejam suspensas ou não”, afirma ele. “As pessoas querem sentir novas emoções, experimentar novas sensações. E a natureza sempre comove”, completa.

Para tornar possível o desejo de Nildo, entrou em cena a designer floral Aline Matsumoto, responsável por criar a jabuticabeira do ambiente do arquiteto. A planta foi trabalhada em kokedama e, neste caso específico, foi necessária uma amarração com arame ao redor de toda a estrutura da raiz, para sustentar a suspensão.

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*especial para a Gazeta do Povo, publicada originalmente em agosto de 2016

 

 

 

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