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Antiga fábrica do açúcar Diana vira um dos maiores centros culturais de Curitiba

Área de 60 mil m² da antiga Açúcar Diana abrigou o TribalTech e se prepara para receber eventos de todos os portes. Agenda para 2018 já tem 10 festas confirmadas

Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo

por André Nunes*

21/11/2017

Para se preservar um patrimônio, é preciso ocupar e dar nova vida ao local. Com o patrimônio industrial não é diferente. Parte da história industrial curitibana e paranaense, fundada na década de 1960, a Romani S/A Indústria e Comércio de Sal ocupou por quatro décadas um grande terreno no Prado Velho com sua fábrica de Sal e Açúcar Diana. Com processo de falência em 1997, desde então a fábrica estava desativada. A sede da empresa também ficava na região, na famosa Casa dos Arcos, também conhecida como Casa Emilio Romani, na Praça Eufrásio Correia.

Hoje, outro “Emilio Romani” – na versão canina – pode ser encontrado por quem passa pela Usina5, espaço de eventos culturais, gastronômicos, alternativos e corporativos no terreno da antiga fábrica Diana, dentro do perímetro do Vale do Pinhão. “O Emilio é o nosso mascote, está por aqui desde a TribalTech. Demos esse nome em homenagem ao fundador da fábrica”, brinca o empresário Patrik Cornelsen, um dos sócios da Usina5 e realizador da edição Escape da festa de música eletrônica, realizada em 7 de outubro e que apresentou o local para o público

Fábrica foi fundada nos anos 1960. Foto: Reprodução Usina5

Fábrica foi fundada nos anos 1960. Foto: Reprodução Usina5

Com 60 mil m² de área total, cinco barracões cobertos que abrangem 16 mil m² de área construída e capacidade para abrigar até 20 mil pessoas, a Usina5 compreende ainda estacionamentos moduláveis que podem comportar até 1.300 veículos simultaneamente, além de grandes áreas abertas capazes de receber eventos de todos os portes com conforto e segurança, segundo garante Cornelsen.

“Nossa ideia para o espaço sempre foi manter a identidade visual da fábrica, mexendo o mínimo possível na parte estrutural. Nossa revitalização foi apenas para manter o local seguro, com ventilação adequada, saídas de emergência e atendendo todas as necessidades, mas mantendo a essência da usina”, explica. Dessa forma, pode-se dizer que o “Emilio Romani” canino simboliza de forma afetiva o cuidado dos novos donos com a história e importância do local.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

O processo de limpeza e revitalização do local levou sete meses, envolvendo cerca de 300 pessoas. Os números impressionam: 10 toneladas de lixo foram retirados da Usina5, com aproximadamente 400 toneladas de saibro e pedrisco para adequação e acessibilidade do terreno.

Segundo o empresário, a iniciativa busca contribuir com o desenvolvimento de atitudes, projetos e ideias para o bairro, públicos ou privados, como o Vale do Pinhão e o movimento Reação Urbana, realizado pela Reurb, HAUS e Agência Curitiba. E a parceria já rendeu frutos: na última terça-feira (14), foi assinado um protocolo de intenções para estabelecer parcerias em eventos, reuniões e outras ações que colaborem para o desenho do Plano Preliminar de Reabilitação Urbana do Vale do Pinhão, que será entregue para a Prefeitura de Curitiba até setembro de 2018.

Espaço comporta até 20 mil pessoas. Foto: Hugo Harada / Gazeta do Povo

Espaço comporta até 20 mil pessoas. Foto: Hugo Harada / Gazeta do Povo

Vida nova ao bairro

A escolha da fábrica não foi por acaso, de acordo com Cornelsen, tanto que a avaliação do primeiro evento de grande porte realizado no local – a TribalTech Escape, que reuniu 10 mil pessoas e não teve nenhum registro de ocorrências de trânsito, policial ou de impacto à vizinhança – é a melhor possível.

“A estrutura e fácil acesso à Usina5 permitem um ótimo fluxo de pedestres e veículos, boas condições de estacionamento de veículos particulares, táxis, veículos de aplicativos e ônibus de turismo. Tivemos registro de quase 100 ônibus de excursões na TribalTech e tudo funcionou bem. Devido a excelente performance do local para a atividade desenvolvida, reconhecida pela Cage (Comissão de Análise de Grande Eventos) em parecer emitido para o CMU (Conselho Municipal de Urbanismo), já foi aprovado o alvará definitivo de funcionamento da Usina5″, comemora.

Foto: Gui Urban / TribalTech

Foto: Gui Urban / TribalTech

O objetivo agora é tornar a Usina5 uma área urbana de convívio frequente dos curitibanos e turistas, tanto em eventos de cultura, entretenimento e corporativos, quanto de convivência. “Para isso, vamos estimular a arte de rua nos vários muros disponíveis para intervenções, seguindo o modelo da Wynwood Walls, em Miami“, antecipa Cornelsen.

A parceria com a Agência Curitiba, segundo ele, dará apoio para que startups, espaços de coworking e empresas das áreas de marketing e design, por exemplo, se tornem colaboradores e possam se instalar na Usina5.

Foto: Hugo Harada / Gazeta do Povo

Área possui cinco barracões cobertos e estacionamento para 1300 vagas. Foto: Hugo Harada / Gazeta do Povo

Agenda movimentada

Mesmo com o anúncio recente do lançamento da Usina5 como espaço de eventos, a agenda para 2018 já está movimentada: em dezembro, será realizada no local a festa alemã Kubik, em quatro finais de semana, do dia 1º ao dia 23.

“No início de janeiro, teremos um festival de música dos mesmos organizadores da TribalTech. Para o restante do ano, já estamos com dez festas programadas, além de contatos com organizadores de eventos gastronômicos e de animais, como a Parada Pet, que esse ano foi feita no Museu Oscar Niemeyer”, conta Patrik Cornelsen.

Confira imagens do processo de revitalização do espaço, que levou sete meses

Foto: Divulgação / Usina5

Foto: Divulgação / Usina5

Foto: Divulgação / Usina5

Foto: Divulgação / Usina5

Foto: Divulgação / Usina5

Foto: Divulgação / Usina5

Foto: Divulgação / Usina5

Foto: Divulgação / Usina5

Foto: Divulgação / Usina5

Foto: Divulgação / Usina5

Foto: Divulgação / Usina5

Foto: Divulgação / Usina5

*Especial para a Gazeta do Povo.

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