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Smart City Expo Curitiba destaca primeira cidade inteligente social do mundo, que sairá no Brasil com lotes a preços populares

Milhares de pessoas se reuniram para acompanhar o primeiro dia do Smart City Expo Curitiba. Confira o que rolou de melhor no congresso e na exposição

Vista aérea mostra a cidade inteligente em fase de construção no Ceará. Imagem: Divulgação.

por HAUS*

28/02/2018

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Palestras com grandes nomes do urbanismo e por trás da inovação de cidades inteligentes ao redor do mundo; exposição com a apresentação de soluções tecnológicas desenvolvidas por empresas tradicionais e startups; espaço reservado para muito networking. Esses são alguns dos elementos que atraíram mais de quatro mil pessoas à Expo Renault Barigui nesta quarta-feira (28), primeiro dia do Smart City Expo Curitiba.

A feira, que vai até dia 1º de março, é a primeira edição brasileira do maior evento sobre cidades inteligentes do mundo, o Smart City Expo World Congress (SCE), que acontece anualmente em Barcelona. O arquiteto e engenheiro Carlo Ratti, que dirige o Senseable City Lab do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) abriu o congresso com uma apresentação que lotou o salão principal.

Foto: Michel Willian/Divulgação

América Latina em pauta

Nomes do urbanismo de países latino-americanos contaram a trajetória de cidades em constante transformação. Foi o caso do arquiteto Jorge Perez Jaramillo, responsável pela evolução urbana de Medellín até 2015. A cidade colombiana, que já foi considerada a mais perigosa do mundo, é hoje referência de segurança e ocupação dos espaços públicos. De acordo com ele, o resultado foi alcançado com “coletivismo, alta dose de compromisso com a cidade, muito trabalho, planificação social e a incorporação da sociedade nas políticas públicas”. Perez destaca que o principal, entretanto, foi o processo de diálogo com a população da cidade. “Entendemos que a cidade é um propósito compartilhado por toda a sociedade. O projeto da cidade é político no sentido de ser responsabilidade de todos os setores”, afirma o arquiteto.

Jorge Perez Jaramillo ressalta o diálogo e a transparência com a população. Foto: YouTube/Reprodução

O colombiano Carlos Amastha, prefeito de Palmas, discursou sobre como suas vivências em seu país de origem e pelo Brasil – incluindo o período que viveu em Curitiba – o motivaram a seguir a carreira política e a buscar melhorias para a capital do Tocantins. Assim como Perez, ele defende que a política é algo que deve ser feito por todos os cidadãos. “É essencial que a sociedade participe da gestão dos espaços da cidade”, conta.

Daniela Ugazzi, gerente de valor compartilhado e sustentabilidade da Agência de Promoção Econômica ConQuito, no Equador, expôs soluções encontradas pela instituição para a produção de biogás a partir de resíduos orgânicos no país. A capital da Argentina também recebeu destaque a partir da palestra de Agustín Suárez, diretor geral de Gestão Digital da cidade de Buenos Aires, que explicou o uso de novas tecnologias para o desenvolvimento da cidade.

Cidadãos atuantes

A conversa “Governo aberto e participação cidadã” contou com representantes do Brasil, da Itália e do Equador para mostrar como esse tipo de iniciativa pode ser colocada em prática, cada com seu próprio exemplo de sucesso: uma rede social de cidadania, laboratórios de inovação social e a construção da primeira smart city social do mundo.

O equatoriano Juan Merlo deu início ao debate, apresentando sua startup Wonder.lab. Na capital de seu país, Quito, ele desenvolve laboratórios de inovação que gerem impacto social e que busquem soluções para as cidades através da colaboração e trabalho conjunto.

O brasileiro Gustavo Maia apresentou sua plataforma Colab, responsável por agregar de forma inteligente diversas reivindicações para a cidade feitas por parte dos cidadãos, como identificar buracos nas ruas ou postes de luz que precisam de manutenção.

Por fim, Susanna Marchionni, italiana, é uma das responsáveis pela criação da primeira smart city social do mundo, sendo construída cidade de São Gonçalo do Amarante, no Ceará. A iniciativa propõe um novo tipo de experiência urbana em que tudo é conectado e otimizado a partir do compartilhamento de informações dos moradores com preços acessíveis e bem abaixo da média de uma smart city — o preço médio do metro quadrado em lote residencial, atualmente, é de R$ 280.

Projeção mostra como ficará a Smart City Laguna quando estiver pronta. Essa será a primeira cidade inteligente social do mundo. Imagem: Divulgação

Os três discutiram como essas iniciativas compõem novas formas de vivenciar a democracia que surgem através da apropriação das tecnologias por parte dos cidadãos. No entanto, isso deve entrar como parceria entre governo e população. “É muito claro o quanto as coisas vão evoluindo quando o governo é transparente”, afirma Maia. “Quando eu faço parte disso, existe um controle social maior”.

Exposição destaca inovação

Enquanto a sala da plenária que recebeu as principais palestras estava sempre cheia, as exposições – abertas gratuitamente ao público – não ficaram atrás. Os estandes de 22 empresas nacionais e internacionais apresentaram iniciativas que podem ajudar as cidades a evoluir.

Carro elétrico, Twizy, criado pela Itaipu e Renault. Foto: Michel Willian/Divulgação

Um dos destaques foi o espaço da Itaipu, que levou duas novidades. A primeira é um carro elétrico, o Twizy, criado em parceria com a Renault. Ele tem velocidade máxima de 80km/h e pode andar 100km autonomamente. Além disso, pode ser completamente recarregado em 3h30. A segunda inovação da empresa de energia foi um simulador de potencial solar que agrega todo o estado do Paraná. Ele serve como um atlas online que mostra o quanto de energia renovável cada um pode produzir dentro da própria casa ao aproveitar as características próprias de relevo do local.

Outra grande atração ficou por conta da empresa Bee Noculus VR, que criou uma experiência exclusiva de realidade virtual para o evento. Os participantes podem fazer uma imersão em uma cidade e interagir com os elementos ao seu redor utilizando o equipamento fornecido pela empresa. Criada em 2009, ela traz a realidade virtual como um caminho possível para novos modelos educacionais e lúdicos.

Foto: Divulgação

A feira de exposições tem um espaço reservado ao Vale do Pinhão, grupo de startups e iniciativas locais ligadas à Prefeitura de Curitiba. Além disso, quatro pontos de empréstimos de patinetes foram fornecidos pela 99, garantindo uma forma divertida e sustentável de se locomover por todo o espaço da exposição.

Foto: Michel Willian/Divulgação

Amanhã a Smart City Expo Curitiba continua com palestras nacionais e internacionais, além da exposição. Confira aqui a programação do segundo e último dia do evento.

*Stephanie D’Ornelas, especial para a Gazeta do Povo, e Aléxia Saraiva.

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