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Foto: Anna-M.W./Pexels/Reprodução
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Um projeto piloto que está sendo implantado na Linha Norte do metrô de Londres vai reaproveitar o calor residual do sistema para aquecer 1,3 mil casas do bairro de Islington, além de alguns escritórios e centros de lazer. A iniciativa é da empresa de engenharia dinamarquesa Ramboll, da Secretaria de Transportes da capital inglesa e da administração pública de Islington.

O programa de rede de calor foi oficialmente batizado de Bunhill 2, e é reconhecidamente o primeiro do tipo na Europa. A primeira fase do projeto — Bunhill 1 — começou em 2013, e conseguiu aquecer com sucesso 700 casas. Agora a rede será expandida.

Calor gerado pelo metrô de Londres será utilizado para aquecer 1,3 mil casas

Ao longo do tempo a intenção é conquistar Londres inteira com o projeto, e torná-la mais autossuficiente em energia elétrica, cortando emissões de carbono e reduzindo as contas de luz e gás dos moradores da cidade.

Outra consequência direta serão estações de metrô mais frescas, já que o calor será transferido para outros fins e não ficará mais nos túneis.

Calor gerado pelo metrô de Londres será utilizado para aquecer 1,3 mil casas

Como vai funcionar esse sistema?

A fonte principal da rede de calor Bunhill 2 consiste em um poço de ventilação — uma passagem utilizada para expelir calor — da estação de metrô City Road, localizada entre as ruas Angel e Old, na Linha Norte.

Uma bomba criada pelos engenheiros dinamarqueses vai capturar esse excesso de calor do espaço de ventilação, e será transferido para a rede de Islington, que fornece calor e água quente para as habitações.

Durante o verão, o sistema pode ser revertido para injetar ar fresco nas estações e túneis do metrô.

Calor gerado pelo metrô de Londres será utilizado para aquecer 1,3 mil casas

Segundo autoridades municipais de Londres, atualmente o calor residual desperdiçado corresponde a 38% da demanda por aquecimento da capital inglesa. Com o reaproveitamento do calor do metrô por todas as regiões da cidade, esse número pode pular para 63% até 2050, somente em Londres.

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