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A fé dos presidentes americanos

Ronald Reagan ao lado do papa João Paulo II em visita ao Alasca, em 1984.
Ronald Reagan ao lado do papa João Paulo II em visita ao Alasca, em 1984. (Foto: EFE)

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O Dia dos Presidentes, comemorado em 16 de fevereiro, é uma oportunidade para refletir sobre algo mais do que o papel do líder dos Estados Unidos. Sim, essa pessoa deve ser um indivíduo de caráter forte, resiliência, coragem e fidelidade ao que é melhor para os americanos.

No entanto, os Estados Unidos também têm uma longa história de pessoas de fé exercendo esse cargo. O projeto americano foi construído sobre a crença de que Deus é real e que Ele nos criou com uma dignidade que nenhum governante deve violar.

O verão de 1783 foi marcado por muita confusão e medo sobre o futuro do país. A Guerra da Independência havia sido vencida, mas os estados ainda tentavam decifrar como interagiriam entre si e com o Congresso.

Antes de o General George Washington renunciar ao seu comando, ele escreveu uma carta a todos os governadores (destinada também a toda a comunidade americana). Essa carta é conhecida como a Carta Circular aos Estados.

Washington começa: "Considero um dever que me incumbe fazer desta minha última comunicação oficial uma oportunidade para congratulá-los pelos gloriosos acontecimentos que o Céu se dignou a produzir em nosso favor."

Aqui, e em outras correspondências e discursos, Washington deixa claro que Deus teve participação no fortalecimento do projeto americano para a vitória. Foi pelas mãos da Divina Providência que o país derrotou a Grã-Bretanha, pois Deus favorece os oprimidos. É com essa ajuda divina que ele conclui sua carta:

"Faço agora minha fervorosa oração, para que Deus vos tenha a vós e ao Estado que presidis sob Sua santa proteção; que incline os corações dos Cidadãos a cultivar um espírito de subordinação e obediência ao Governo; que nutram afeição fraterna e amor uns pelos outros, por seus concidadãos dos Estados Unidos em geral e, particularmente, por seus irmãos que serviram em campo de batalha."

Somente pela ótica da fé é que qualquer país pode esperar fundamentar a necessidade de cuidar de seus concidadãos.

A única razão para obedecer às leis e amar ao próximo é o fato de que todos são feitos à imagem e semelhança de Deus. Se Deus não faz parte da discussão nacional sobre a ação moral, podemos nos convencer de que são os poderosos que decidem o que é certo e errado.

Em 30 de abril de 1789, Washington proferiu seu discurso inaugural e se tornou o primeiro presidente dos Estados Unidos. Suas palavras nos lembram que nosso país foi fundado e defendido por homens nobres, corajosos e fiéis, ancorados no cuidado providencial de Deus:

"Seria particularmente impróprio omitir neste primeiro Ato oficial minhas fervorosas súplicas ao Ser Todo-Poderoso que governa o Universo... e cujos auxílios providenciais podem suprir toda deficiência humana."

Washington sabia que, mesmo no lançamento do experimento americano, eles só haviam chegado àquele momento pela mão de Deus. Sem referência à necessidade de Deus e à importância da fé para nosso país, corremos o risco de nos perder quanto a quem é o ser humano e o que significa viver como nação.

Washington foi o primeiro presidente dos Estados Unidos, mas também o primeiro de uma longa linha de líderes que falaram abertamente sobre fé, oração e a necessidade de Deus.

John Quincy Adams, o sexto presidente, falou sobre seu compromisso diário com a oração: "Meu costume é ler quatro ou cinco capítulos da Bíblia todas as manhãs, logo após acordar. Parece-me a maneira mais adequada de começar o dia. É uma mina de conhecimento e virtude inestimável e inesgotável."

Em seu discurso ao Sínodo Presbiteriano de Baltimore, em 24 de outubro de 1863, Abraham Lincoln disse: "No entanto, em meio às maiores dificuldades de minha administração, quando não conseguia ver outra saída, depositava toda a minha confiança em Deus, sabendo que tudo correria bem e que Ele decidiria pelo que é justo."

Ulysses S. Grant tinha profunda reverência pela Bíblia e disse certa vez: "Apegai-vos à Bíblia como âncora de vossas liberdades; gravai seus preceitos em vossos corações e praticai-os em vossas vidas."

Em seu discurso no Dia Nacional de Oração de 1982, o Presidente Ronald Reagan disse: "A oração tem sustentado nosso povo nas crises, fortalecido-nos nos momentos de desafio e guiado nossas vidas cotidianas desde que os primeiros colonizadores chegaram a este continente."

Todos esses homens, entre muitos outros e inúmeras outras citações, fazem referência ao fato de que Deus é real e iluminam a verdade sobre o projeto americano. Temos prosperado e continuaremos a prosperar na medida em que mantivermos Deus no centro do que significa ser humano, para que possamos governar de uma forma que respeite a ordem moral objetiva. Pois nossos direitos como seres humanos vêm de Deus, não do Estado.

Qualquer presidente ou líder faria bem em refletir sobre sua própria fé. Será a melhor receita para o bem do povo que lidera.

©2026 The Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês: The Faith of Our Presidents.

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