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Cinco perguntas

Para entender: o que vale mais entre as nações, o poder ou a lei?

Ação dos EUA contra a ditadura de Maduro expõe os limites do direito internacional e confirma a força das grandes potências (Foto: EFE/Miguel Gutiérrez)

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A captura do ditador Nicolás Maduro pelos Estados Unidos reacendeu um debate crucial: o direito internacional tem força para punir uma superpotência? A ação americana expõe a fragilidade das leis globais quando confrontadas com os interesses das grandes nações, questionando se as regras valem para todos.

Por que uma superpotência não pode ser punida?

Não existe uma "polícia do mundo". Organismos como a ONU não têm exército próprio para forçar um país a cumprir uma decisão. Além disso, o órgão mais poderoso da ONU, o Conselho de Segurança, pode ser paralisado, pois os cinco países mais influentes — incluindo os EUA — têm poder de veto, ou seja, podem barrar qualquer ação contra si mesmos.

Isso significa que a política global é uma anarquia?

Sim, mas não no sentido de caos. No estudo das relações internacionais, anarquia significa a ausência de um governo mundial acima dos Estados. Essa ideia é a base da teoria do "realismo", que defende que os países não agem por idealismo, mas por interesses próprios, como segurança e poder. As laws só são respeitadas quando coincidem com esses interesses.

Então o direito internacional é inútil?

Não exatamente. Ele funciona mais como um código de conduta e uma referência moral do que como um limite rígido. Ignorar as leis gera consequências, embora não diretas. Um país perde prestígio e sua capacidade de influenciar outros pela diplomacia e cultura, o chamado soft power. Há um desgaste que traz custos políticos e dificuldades em negociações futuras.

A lei só vale para os países mais fracos?

Na prática, sim. Há uma desigualdade evidente. Países com menos poder militar e econômico são cobrados com mais rigor e sofrem sanções com maior facilidade. As grandes potências, por outro lado, têm ferramentas, como o já mencionado poder de veto na ONU, que as protegem de punições mais severas, criando uma justiça de dois pesos e duas medidas.

Qual o maior risco de uma ação como essa?

O principal perigo é o chamado "precedente perigoso". Ao agir de forma unilateral, os EUA abrem a porta para que outras potências, como a Rússia e a China, se sintam no direito de fazer o mesmo em suas áreas de influência, como na Ucrânia e em Taiwan. Isso enfraquece a ordem global e aumenta o risco de um sistema intervencionista.

Este conteúdo foi gerado com inteligência artificial. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema consulte a reportagem a seguir.

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