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Ciência

Sim, o homem foi à lua em 1969. Veja cinco provas

O homem já desceu na Lua seis vezes desde 1969.
O homem já desceu na Lua seis vezes desde 1969. (Foto: NASA)

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“O homem nunca foi à Lua e a transmissão da missão americana de 1969 foi uma encenação em estúdio”. Você provavelmente já ouviu alguma versão dessa conversa. E agora, com a missão Artemis II novamente levando astronautas à vizinhança lunar, velhas teorias da conspiração voltaram a circular nas redes sociais. 

Lançada em 1º de abril deste ano, a expedição da NASA se tornou o primeiro voo tripulado a seguir em direção à Lua em mais de 50 anos. Uma retomada desde a missão Apollo 17, que em 1972 representou a sexta vez em que o homem caminhou sobre a superfície lunar. Mesmo assim, ainda há quem não acredite.  

São desconfianças recicladas há décadas, apesar do conjunto robusto de evidências que sustenta a descida de astronautas no satélite da Terra. Há vestígios no local do pouso da nave, equipamentos que continuaram funcionando, rochas examinadas por cientistas e registros independentes da viagem em diferentes países. 

Veja cinco provas de que o homem já esteve na Lua e como cinco dos principais “argumentos” conspiratórios não resistem aos fatos. 

1) Equipamentos que seguiram funcionando

A Apollo 11 instalou na Lua um conjunto de refletores que devolvem feixes de laser disparados da Terra. O experimento segue ativo e produz dados sobre a distância entre a Terra e a Lua, a rotação lunar e faz testes de gravidade. A missão também deixou um sismômetro na superfície, capaz de detectar tremores lunares, impactos de meteoritos e também revelar a estrutura interna do satélite. São instrumentos científicos reais, com resultados mensuráveis.

2) Acompanhamento internacional

A União Soviética, principal rival dos americanos na corrida espacial, nunca apresentou uma contestação séria de que a Apollo 11 tivesse realmente pousado na Lua. Os soviéticos tinham capacidade técnica para rastrear a missão e interesse político direto em desmascarar qualquer fraude, se ela existisse. Em vez disso, Moscou passou a minimizar a própria disputa, enquanto seu programa lunar tripulado acumulava fracassos com o foguete N1, que jamais voou com sucesso, até ser cancelado em 1974. 

Além disso, as imagens iniciais dos primeiros passos na Lua chegaram pela estação de Honeysuckle Creek, na Austrália, e depois foram assumidas pelo radiotelescópio Parkes por mais de duas horas de transmissão ao vivo. Engenheiros espanhóis também operaram estações que davam suporte ao programa Apollo. No Reino Unido, cientistas monitoraram ao mesmo tempo a Apollo 11 e a sonda soviética Luna 15. A missão foi acompanhada por uma rede internacional, e não por uma operação isolada dentro dos Estados Unidos. 

3) Ciência feita na superfície lunar

O chamado Solar Wind Composition Experiment foi instalado pela NASA na superfície lunar, exposto ao Sol e depois trazido de volta à Terra para análise. Era uma folha de alumínio presa a um mastro, criada para capturar partículas do vento solar. O experimento ajuda a desmontar a versão de que os astronautas apenas “posaram para a câmera”. Houve trabalho científico no local.

4) Rochas trazidas da Lua 

Lunar and Planetary Institute registra que a Apollo 11 recolheu 21,6 quilos de material lunar, entre eles 50 rochas e duas amostras tubulares. Isso responde ao argumento de que “nada concreto voltou da Lua”. Mais de meio século depois, a NASA mantém catálogos públicos e imagens tridimensionais desse material, que continua sendo analisado e ainda produz conhecimento científico.

5) Vestígios no local do pouso

Em 2009, os EUA lançaram a Lunar Reconnaissance Orbiter, uma espaçonave robótica que segue em órbita da Lua. Ela registrou o local de pouso da Apollo 11, de 1969, e os rastros deixados pelos astronautas na superfície. É uma evidência direta contra a tese de que as imagens teriam sido feitas em um “cenário de estúdio”. 

Os argumentos conspiratórios mais comuns: 

“A bandeira estava tremulando, então havia vento.”  
Não. A bandeira tinha uma haste horizontal para ficar aberta. O movimento visível veio do ato de fincá-la no solo e, sem ar para frear o tecido, a oscilação demorou mais para cessar. 

“Não aparecem estrelas nas fotos.”  
Isso é normal em fotografia. A superfície lunar e os trajes brancos eram muito brilhantes; a câmera foi ajustada para esses objetos iluminados, não para registrar estrelas fracas ao fundo. 

“As sombras estão em direções estranhas.”  
Em terreno irregular, com perspectiva profunda e lente grande angular, sombras podem parecer não paralelas numa foto. Isso não prova múltiplos refletores de estúdio.

“Os astronautas morreriam ao atravessar os cinturões de Van Allen.”  
Não. A própria NASA explica que a travessia precisava ser rápida para limitar a exposição, e os dosímetros das missões Apollo registraram doses muito abaixo de níveis letais. 

“As cruzinhas das fotos somem atrás de objetos.” 
Isso é efeito de digitalização, brilho intenso e saturação em certas áreas da imagem, não sinal de montagem.  

“A tecnologia da época não era capaz de mandar uma espaçonave à Lua.” 
Não é verdade. A tecnologia dos anos 1960 já era suficiente para esse objetivo. Ainda em 1957, os soviéticos já haviam enviado o primeiro homem ao espaço. A Apollo 11 foi precedida por uma sequência de testes e missões, como a Apollo 8, que já havia orbitado a Lua em 1968. O feito foi resultado de engenharia planejada e validada passo a passo.

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