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A Inteligência Artificial informa que a cegueira origina-se quando o processo de visão é interrompido, seja por doenças oculares (catarata, glaucoma), lesões nas vias ópticas ou disfunções cerebrais na interpretação da imagem. As causas incluem doenças crônicas (retinopatia diabética, degeneração macular), infecções, traumas e condições congênitas.
Mas a Inteligência Artificial não consegue definir a cegueira intencional, aquela que assola Greta Thunberg e os brasileiros Luizianne Lins (PT-CE), Thiago Ávila e Mariana Conti (PSOL), aos quais se juntam muitos outros.
Estes são indivíduos que se autoprolamam líderes de direitos humanos, protetores dos perseguidos, amigos dos oprimidos. Organizaram a famosa “flotilha da selfie” que levava alguns quilos de alimentos insuficientes para menos de 50 indivíduos, mas uma suficiente quantidade de camisinhas para a longa jornada no mar.
Greta Thunberg, naquela época, foi a “chefe" da missão. Ela bradava solidariedade “aos oprimidos, aos perseguidos e aos mortos injustamente” (suas palavras). É uma jovem que não estuda, não trabalha e promove arruaças. Como explicar seu silêncio sepulcral sobre o que ocorre no Irã? Os números de assassinatos de dissidentes variam entre 13.000 e 40.000 pessoas. Ainda que fossem "só” 13.000 os mortos pelo governo teocrático, não era suficiente para ela abrir a boquinha que não se fecha sobre Gaza?
Agora ela organiza uma nova flotilha, desta vez com 100 embarcações. Pergunto: quem financia tamanha locação de navios? Quem paga a tripulação - navegadores, cozinheiros, marinheiros, pessoal de manutenção, combustível, sistemas de comunicação etc? Calcule-se o fenomenal custo de manter 100 embarcações no mar! Não se faz isso sem muito, muito, muito dinheiro.
Que tal usar as centenas de milhões de dólares que custa operar essa flotilha para comprar roupas para o inverno do Oriente Médio? Ou para equipamentos de saúde: tomógrafos, aparelhos de raio-X, equipamentos de ultrassom?
Mas a verdadeira meta de “Greta e Seus Gretinos" não é ajudar Gaza ou qualquer outro grupo em dificuldades como os iranianos, sudaneses e ucranianos.
Greta e seus Gretinos não visam a dar ajuda humanitária. Os membros das "flotilhas dos holofotes” fariam muito mais se ficassem em Gaza por algumas semanas colaborando, limpando escombros, recuperando construções, plantando verduras e legumes, ajudando em escolas e hospitais e incentivando o Hamas, a Jihad Islâmica e a FPLP a deporem suas armas. Ou a realizar eleições livres e democráticas. Mas eles anseiam pelas fotos em jornais e revistas numa imprensa que não busca saber quem paga ou por que estes baderneiros não vêm para ajudar. Ao invés de semanas ajudando, preferem semanas em cruzeiro no agradável Mar Mediterrâneo.
Todos nos barcos sabem que não chegarão a Gaza, que seus barcos serão apreendidos e seus ocupantes serão, mais uma vez, deportados.
Não querem trabalhar, não querem lutar por oprimidos. Querem os minutos de fama nos noticiários noturnos e o dinheiro, muito dinheiro, de que os financiadores dispõem para estas ações inócuas.
Não é empatia com quem sofre. O objetivo é levantar uma massa de jovens a saírem em marchas anti-Israel, gritando “do rio ao mar” e " free Palestine”, sem saber qual o rio, qual o mar e sequer quem governa a Palestina.
Viva a hipocrisia.



