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Conteúdo do polêmico site Infowars foi removido de diversas plataformas e acendeu o debate sobre viés ideológico nas redes sociais | Pixabay
Conteúdo do polêmico site Infowars foi removido de diversas plataformas e acendeu o debate sobre viés ideológico nas redes sociais| Foto: Pixabay

Esta semana, o site Infowars, que é dirigido por Alex Jones, foi “banido” ou teve o conteúdo retirado da maioria das plataformas de mídia social. 

O YouTube citou “discurso de ódio e assédio” como razões para remover o Infowars da plataforma, a Apple explicou que “discurso de ódio” não seria tolerado, e o Facebook anunciou: “Após uma revisão, nós retiramos [as páginas] por glorificar a violência ... e usar linguagem desumanizante para descrever pessoas que são transgêneros, muçulmanos e imigrantes, o que viola nossas políticas de discurso de ódio”. 

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Empresas privadas podem, é claro, censurar quem quiserem, mas o padrão de comportamento do Vale do Silício em relação ao discurso em geral – e a contínua incapacidade de tratar visões conservadoras de maneira justa em suas plataformas extremamente poderosas – é preocupante aos conservadores que usam essas plataformas. 

O Infowars dificilmente é um site conservador, mas alguns temem que a remoção do seu das plataformas de mídias sociais acabará se repetindo com veículos mais tradicionais – especialmente os de direita que não se conformam com os valores esmagadoramente de esquerda da indústria de tecnologia. 

Dado o uso vago e cada vez mais expansivo do termo “discurso de ódio”, não é irracional pensar que expulsar o Infowars é a ponta do iceberg. 

Essa crença foi exacerbada pelo senador Chris Murphy, democrata de Connecticut, que foi ao Twitter para sugerir exatamente isso. 

Chris Murphy: “O Infowars é a ponta de um iceberg gigante de ódio e mentiras que usa sites como o Facebook e o YouTube para dividir a nossa nação. Essas companhias devem fazer mais do que remover um website. A sobrevivência da nossa democracia depende disso.” 

Padrão de comportamento

Infelizmente, existe um preocupante padrão de comportamento das empresas de mídia social. 

Por exemplo, o YouTube, uma empresa de vídeos na Internet, delegou ao Southern Poverty Law Center (organização especializada em direitos civis), uma organização ativista de extrema esquerda, para policiar seu site com o programa “Trusted Flaggers”. 

Enquanto o SPLC é frequentemente usado por empresas de mídia para designar “grupos de ódio”, ele tem sido frouxo com a definição, agrupando organizações conservadoras e religiosas tradicionais, como o Conselho de Pesquisa da Família, com a Ku Klux Klan e outros grupos similares. 

E existem outros sinais preocupantes de censura iminente de pontos de vista conservadores em particular. 

Quando o Google lançou uma ferramenta de checagem de fatos em janeiro, quase exclusivamente atingiu publicações conservadoras e fez algumas afirmações duvidosas sobre informações incorretas nesses sites. 

O Google recuou desta ferramenta de checagem de fatos depois de ter sido criticado por meios de comunicação conservadores – e até mesmo progressistas – por exibir um viés vergonhoso no ranqueamento – seja por resultado de algoritmos defeituosos ou talvez por outras razões. 

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O Facebook ameaçou desmonetizar o site satírico The Babylon Bee depois que o Snopes.com, um site de checagem de fatos, rotulou alguns de seus conteúdos como “notícias falsas”. 

O artigo focou em uma piada sobre a CNN usando uma máquina de lavar roupa para literalmente “rodar notícias”, que era claramente uma piada. 

O Facebook mais tarde pediu desculpas pela situação e retirou a ameaça. 

A proibição do Infowars também vem na esteira de rumores generalizados de que o Twitter estava usando o “shadow banning” (a prática de bloquear um usuário ou o seu conteúdo da comunidade sem que ele perceba que foi banido) em algumas contas conservadoras proeminentes, o que significa que ele de alguma forma filtra algum conteúdo sem remover completamente as contas. 

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O Twitter negou qualquer tipo de shadow banning, mas pareceu admitir, com a sua negação, que havia tornado mais difícil encontrar conteúdo de alguns usuários conservadores. 

“Nós não fazemos shadow banning”, disse o Twitter em um comunicado. “Você sempre consegue ver os tweets das contas que segue (embora talvez seja necessário um trabalho a mais para encontrá-los, como ir diretamente ao perfil deles)”. 

Essa resposta não foi muito reconfortante. 

“Me chame de louco, mas esses parênteses soam muito como uma admissão de que o Twitter efetivamente faz shadow banning com usuários”, escreveu Alex Griswold, do The Washington Free Beacon, um site conservador. 

Muitas dessas ações podem ser inofensivas, ou podem ser a maneira com que uma indústria esmagadoramente progressista, como alertou o funcionário do Google James Damore, suprime informações com as quais não concorda. 

É justo dizer que as plataformas de mídia social, como o Twitter, parecem estar longe da imparcialidade sobre como definem coisas como “discurso de ódio” para progressistas e conservadores, que é sua prerrogativa. E é nossa prerrogativa, como conservadores, usar outras plataformas. 

Em maio, uma coalizão de conservadores publicou uma carta dirigida a empresas de tecnologia, apresentando quatro maneiras para eles ganharem a confiança dos conservadores: “Oferecer transparência”, “Dar clareza sobre ‘discurso de ódio’”, “Proporcionar igualdade de direitos aos conservadores”, e “Respeitar a Primeira Emenda”. 

Você pode ler a proposta aqui

Não importa como a questão é tratada, deve-se reconhecer que há um problema crescente com a mídia e o viés da mídia social que simplesmente não pode ser ignorado.

©2018 The Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês

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