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Tradição de confiança de 133 anos é destruída em universidade de elite

Alunos da Universidade de Princeton: fim das provas sem supervisão. (Foto: Princeton University, Office of Communications)

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A Universidade de Princeton alterou seu histórico Código de Honra após 133 anos. A partir de julho de 2026, as provas voltarão a ser fiscalizadas por tutores para combater o uso indevido de ferramentas de Inteligência Artificial generativa, como o ChatGPT, que tornaram a fraude indetectável.

O que era o histórico Código de Honra da Universidade de Princeton?

Criado em 1893, era um compromisso de honestidade onde os alunos realizavam exames sem qualquer supervisão de professores. O docente entregava as provas e saía da sala, confiando que os estudantes não colariam e que, caso alguém visse uma irregularidade, faria a denúncia aos órgãos internos.

Por que a universidade decidiu abandonar as provas sem supervisão?

A principal motivação é o avanço da Inteligência Artificial generativa. Com dispositivos cada vez menores e potentes, tornou-se impossível para os alunos monitorarem uns aos outros. A IA reduziu as barreiras para obter vantagens injustas e mudou a forma como as fraudes ocorrem, tornando-as silenciosas e difíceis de identificar a olho nu.

Qual é o impacto das redes sociais nesse cenário de fraudes?

As redes sociais e aplicativos anônimos, como o Fizz, criaram um 'medo de cancelamento'. Os alunos deixaram de denunciar irregularidades abertamente para evitar humilhação perante os colegas. Além disso, o anonimato digital permitiu que relatos de violações circulassem sem punição, gerando um sentimento de injustiça em quem segue as regras.

Qual foi o nível de fraude detectado em levantamentos recentes?

Dados de 2025 revelam que quase 30% dos formandos admitiram ter colado em algum exame. Mais alarmante ainda: cerca de 44% presenciaram violações e decidiram não relatar. O uso do ChatGPT em tarefas proibidas praticamente dobrou em relação ao ano anterior, atingindo 27,7% da turma.

Como funcionará o novo sistema de fiscalização?

A partir de julho de 2026, um fiscal estará presente durante as avaliações presenciais. Embora não tenha autorização para interferir diretamente na prova, ele servirá como testemunha oficial e reportará qualquer comportamento suspeito ao Comitê de Honra. O objetivo é criar um efeito inibidor e retirar o peso da denúncia das costas dos próprios estudantes.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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