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Em dezembro de 1989, os Estados Unidos lançaram a “Operação Just Cause”, uma massiva incursão militar no Panamá para depor o ditador Manuel Noriega. A ação foi justificada como resposta a agressões contra americanos e um esforço para restaurar a democracia no país centro-americano.
O que motivou a invasão dos EUA no Panamá?
A tensão cresceu após o ditador Manuel Noriega anular uma eleição, declarar "estado de guerra" contra os EUA e suas forças matarem um oficial da marinha norte-americana. O governo dos EUA considerou que as vias diplomáticas para remover o ditador, acusado de narcotráfico e corrupção, haviam se esgotado e que a agressão colocava em risco a vida e os interesses de cidadãos americanos no país.
Quais eram os objetivos da "Operação Just Cause"?
A operação tinha quatro metas claras: proteger a vida dos cidadãos americanos no Panamá, assegurar o processo democrático que havia sido fraudado, capturar Noriega para que fosse julgado nos EUA por tráfico de drogas e proteger os acordos do Tratado do Canal do Panamá. Com a mobilização de cerca de 25 mil soldados, foi a maior ação militar aérea dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial.
Como os EUA justificaram legalmente a ação?
O governo americano apresentou três argumentos principais. O primeiro foi o direito de autodefesa, previsto nas cartas da ONU e da OEA, devido às agressões contra seus cidadãos. O segundo foi o direito, garantido em tratado, de proteger o Canal do Panamá. Por fim, afirmou ter agido com o consentimento do governo legítimo do Panamá, que havia sido eleito, mas impedido de assumir por Noriega.
A operação foi bem recebida por outros países?
Não de forma unânime. A maioria das nações latino-americanas condenou publicamente a invasão, vendo-a como uma violação da soberania do Panamá. No entanto, representantes desses mesmos países reconheceram, reservadamente, que a situação era um "caso especial", já que as tentativas diplomáticas para remover o ditador haviam falhado e ele era visto como um agente corrupto envolvido em atividades ilegais.
Qual foi o desfecho para Noriega e para a população?
Manuel Noriega foi capturado, levado para Miami e condenado a 40 anos de prisão por narcotráfico e outros crimes, falecendo em 2017. O presidente eleito, Guillermo Endara, assumiu o poder. Pesquisas da época indicaram que a maior parte da população panamenha apoiou a intervenção norte-americana, e o Congresso dos EUA aprovou ajuda econômica para sustentar o novo governo.
Este conteúdo foi gerado com inteligência artificial. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema consulte a reportagem a seguir.





