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Estudos mostram que os homens são mais felizes quando priorizam duas coisas

Pesquisas em ciências sociais indicam que homens casados e com filhos relatam níveis mais altos de felicidade, realização pessoal e estabilidade ao longo da vida
Pesquisas em ciências sociais indicam que homens casados e com filhos relatam níveis mais altos de felicidade, realização pessoal e estabilidade ao longo da vida (Foto: Freepik/Mihail Bondarenko)

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Nesta semana, passei muito mais tempo com meus filhos pequenos. Embora a presença deles torne minha rotina de trabalho mais desafiadora, também traz uma alegria incalculável à minha vida.

Dados das ciências sociais sugerem que essa experiência não é apenas pessoal: o casamento e a paternidade estão associados a níveis mais altos de felicidade e realização entre os homens.

Há décadas, pesquisadores apontam uma forte correlação entre a presença paterna e diversos indicadores positivos na vida das crianças — do desenvolvimento socioemocional à maior capacidade de superar situações de vulnerabilidade econômica. Menos discutido, porém, é o efeito inverso dessa relação: a paternidade também beneficia os pais.

A Pesquisa Social Geral (General Social Survey), um dos mais tradicionais levantamentos sociológicos dos Estados Unidos, revelou em sua edição de 2022 que homens entre 18 e 55 anos atingem os níveis mais elevados de felicidade quando são casados e têm filhos.

Mais de um terço (35%) dos entrevistados nesse grupo declarou estar “muito feliz”, enquanto quase metade (49,3%) afirmou se sentir “bastante feliz”. Apenas 15,7% disseram não se considerar felizes.

Em comparação, homens casados, mas sem filhos, apresentaram menor proporção de respostas no nível máximo de felicidade (29,8%) e maior incidência de insatisfação (20,2%). Os resultados são ainda menos favoráveis entre homens solteiros, com ou sem filhos.

Satisfação conjugal

“Quando falamos hoje dos homens em seu auge, os pais casados aparecem como os mais felizes”, afirma Brad Wilcox, professor de sociologia da Universidade da Virgínia e pesquisador sênior do Instituto de Estudos da Família (Institute for Family Studies).

Segundo Wilcox, pais casados tendem a viver com seus filhos, o que lhes permite acompanhar de perto o cotidiano e o desenvolvimento das crianças. “Mães casadas, cujos maridos são mais presentes e engajados na criação dos filhos, também relatam maior satisfação conjugal”, explicou.

Esse equilíbrio, ele acrescenta, contribui diretamente para o bem-estar dos homens: “Casamentos felizes estão fortemente associados a uma maior satisfação geral com a vida”.

Efeitos hormonais

Wilcox também observa que a paternidade dentro do casamento transforma o homem de maneira menos visível, porém significativa. Embora os efeitos hormonais da gravidez e do parto sejam mais evidentes nas mulheres, estudos indicam que os homens também passam por alterações quando vivem essa experiência ao lado da mãe de seus filhos.

“Pais passam por mudanças hormonais durante a gestação e experimentam transformações ainda mais intensas à medida que cuidam de bebês e crianças pequenas”, afirma o sociólogo.

“Não se trata apenas de um efeito cultural, como se o casamento ‘domesticassse’ o homem. O contato físico e emocional com os filhos parece produzir mudanças biológicas reais.”

Entre essas mudanças está a redução dos níveis de testosterona, associada a uma diminuição da agressividade. Para Wilcox, essa transição é positiva.

“Pais casados figuram entre os indivíduos mais felizes. Isso sugere que a formação de uma família, mesmo acompanhada dessas alterações hormonais, não representa uma perda, mas um ganho.”

Além disso, homens casados com filhos tendem a se dedicar mais ao trabalho e, em média, apresentam rendimentos mais elevados. Apesar do crescimento da participação feminina no mercado de trabalho e do aumento dos salários das mulheres nas últimas décadas, homens casados e com filhos ainda registram ganhos superiores aos dos homens solteiros.

Alegrias simples

Há algo profundamente significativo no gesto de um homem se casar e criar filhos. Não há experiência comparável a erguer um filho pequeno no ar e ouvi-lo gargalhar, ou a ajudar uma criança a dar seus primeiros passos no aprendizado da escrita. A criação dos filhos resgata o valor das alegrias simples e ensina a reconhecer o sentido da vida cotidiana.

É claro que a rotina não é isenta de desafios. O apoio da minha esposa é essencial — seja para acalmar uma birra inesperada, seja para organizar a agenda escolar. Sempre há alguma bagunça, algum imprevisto ou motivo de preocupação. Ainda assim, a alegria que as crianças trazem faz com que cada esforço valha a pena.

Minha convicção sobre os benefícios do casamento e da família não se baseia apenas em pesquisas ou estatísticas. Trata-se de uma experiência vivida. Isso não significa ignorar os obstáculos que levam muitos a adiar — ou mesmo a renunciar — ao casamento e à paternidade, nem desconsiderar que nem todos dispõem das mesmas oportunidades.

Ainda assim, é difícil negar o valor de um lar estável e da criação dos filhos. Políticas públicas e valores culturais que fortaleçam famílias e incentivem vínculos duradouros não beneficiam apenas as crianças. Ajudam também os pais a prosperar — emocional, social e economicamente.

©2025 The Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês: Men Are Happiest When They Do 2 Things, Data Shows

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Conteúdo editado por: Omar Godoy

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