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Humor

Frases da Semana: “O Brasil tem fronteira com todos os países da América do Sul”

Lula: destaque nesta edição do Frases da Semana
Lula: destaque nesta edição do Frases da Semana (Foto: Montagem sobre foto de Fernando Frazão/Agência Brasil)

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“Nossa subida de pressão obedeceu à regra do gatilho da bola rodada pra trás, mas teve pouca pressão e a bola inverteu de corredor. Ainda mais com um canhoto de pé contrário” — Roger Machado, técnico do São Paulo, explicando derrota de sua equipe. Difícil diagnosticar se isso foi uma falha tática ou da medicação psiquiátrica.

“Qual é a forma escrita do silêncio?” — pergunta Julián Fuks, na Folha de S.Paulo. Uma página em branco. O que já é um conteúdo superior a muita coisa que se lê por aí.

“Parabéns por seu aniversário, Michelle. Felicidades mil!” – Carlos Bolsonaro, vereador (PL-RJ), em mensagem à esposa do pai. A relação dele com a madrasta é digna de um conto de fadas.

“É ‘Brasa’, não é ‘Brasil’. Assim... é ‘Brasil’ mas também é ‘Brasa’ quando está jogando. Pra gente é muito fácil de entender, a gente fala ‘Vai, Brasa!’ a gente sabe o que significa” — Rachel Denti, designer da camisa da Seleção. Desde a trágica invenção da caxirola em 2014, não surgia um termo tão universalmente odiado no futebol brasileiro.

“Estou chocada com a crítica da Folha de SP sobre meu disco. O cara achou tudo péssimo. Que escroto” — Marina Lima, cantora. Ele não deve ter ouvido o disco. Se tivesse, o estrago seria pior.

“Segunda-feira, no gabinete dele, só você e ele sem advogado” — Davi Alcolumbre, presidente do Senado (União-AP), combinando reunião entre o prefeito de Macapá, seu aliado, e desembargador. Pode deixar a ética e o decoro em casa. Isto é, se ainda tiver sobrado algum.

“Por que combustível caro é bom” — Bernardo Guimarães, economista, em artigo na Folha de S.Paulo. Já temos outro fortíssimo candidato para a Academia Brasileira de Letras.

“A palavra ‘supersônico’ nomeia objetos que se movem em velocidade maior que a da luz” — informa o governo do Brasil, ao anunciar o primeiro jato nacional capaz de atingir a velocidade do som. Após chocar a comunidade científica internacional com essa sensacional descoberta, o governo explicou que se tratava da velocidade da luz medida numa tarde de sol em Itapuã. Enquanto isso, o Programa Apollo 51 segue a todo vapor.

Lugar de Mulher

“Isso de servir à ciência é o auge do machismo” — Tatiana Sampaio, pesquisadora responsável pela polilaminina. E se a cobaia tomar essa cura milagrosa e não voltar a andar, a culpa obviamente será da polilamininofobia.

“Por exemplo, ‘saia daqui, Senadora Soraya, porque lugar de mulher é na cozinha, some daqui’” — Soraya Thronicke, senadora (Podemos-MS), ao defender projeto que pune a “misoginia” com cadeia. Chamar a polícia só porque mandaram a Soraya pra cozinha é exagero. Basta acionar a Vigilância Sanitária. Ou, em casos mais extremos, o Centro de Controle de Zoonoses.

“Estou há horas denunciando posts ‘misóginos’ advindos tanto de homens quanto de mulheres” — Soraya Thronicke, sobre supostos ataques que receberia apenas por ser mulher. O salário é de senadora, o serviço é de estagiária de ONG.

“Olha o tamanho da arma nuclear! Olha a quantidade de rodas, de eixos, para conseguir movimentá-lo” — Elisa Veeck, apresentadora da CNN Brasil, se referindo a submarino nuclear francês. Não corrige, que é “mansplaining” e pode dar até cinco anos de reclusão.

A Semana do Janjo

“Se a gente não tomar cuidado, Haddad, eles vão dizer que fomos nós” – Lula, tentando se livrar da responsabilidade pelo escândalo do Banco Master. Todo cuidado é pouco. Com essa perseguição implacável, vão acabar acusando o Lula de ser o pai do Lulinha e o Haddad de ser membro do PT.

“O que estão fazendo com Cuba agora e o que fizeram com a Venezuela, isso é democrático?” – Lula, em reunião da CELAC. Não, “democrático” é dar um golpe e instaurar uma ditadura socialista.

“O material estava errado e incompleto” — Andreia Sadi, apresentadora da GloboNews, em “nota de esclarecimento” após exibir infográfico ilustrando as conexões entre Lula e o caso Banco Master, alvo de críticas do governo. Estava incompleto mesmo: faltou incluir o Lulinha.

“Alguém avisa aí que mais de 10 anos são necessários para um 'Vale a Pena Ver de Novo’ de Powerpoint” – Petra Costa, diretora de documentários, sobre infográfico associando Lula ao Caso Master. Manda a turma dar um tempo na roubalheira, que a gente dá um tempo na denúncia.

“Aqui no Brasil nós enfrentamos o discurso do costume, o discurso da família, o discurso do patriotismo. Tudo aquilo que a gente aprendeu historicamente a combater” — Lula, em discurso de pré-campanha. Só diz isso para lacrar nas redes sociais. Na prática, ele não larga os velhos costumes e jamais perde a chance de beneficiar a família.

“O cidadão que quiser cometer os seus crimes, saiba que seus filhos e sua esposa vão pagar por sua irresponsabilidade” — Lula, ao anunciar o fim do auxílio-reclusão para presos ligados a facções. Já no caso dos crimes de políticos e magistrados, quem continua pagando por eles somos nós.

“Mais um passo importante para que o Brasil seja um dos países mais respeitados do mundo no crime organizado” — Lula, ao anunciar o PL Antifacção. Depois de nos tornarmos líderes mundiais em propina, potência global em falcatrua e polo internacional de lavagem de dinheiro, é bom ver que o governo tem ambição de alçar voos ainda mais altos.

“O Brasil tem fronteira com todos os países da América do Sul” — Lula, ignorando ausência de fronteiras com Chile e Equador. Para quem duvida, basta consultar o mapa de cabeça para baixo do IBGE.

“O erro pode estar em quem ensina, não em quem aprende” — Lula, criticando professores em evento de pré-campanha. O Lula não vai sossegar enquanto não erradicar a alfabetização.

“Na China não tem esse problema, mas no Brasil nós gostamos muito de cachorro” — Lula, improvisando durante evento do setor automotivo. Uma das muitas coisas que os cachorros têm em comum com os corruptos: no Brasil levam uma vida bem mais mansa do que na China.

“O pai dele é um Opala que está no desmanche” — Lula, criticando fala de Flávio Bolsonaro, que o chamou de “Opala velho” em alusão ao suposto consumo excessivo de álcool. Lula fala com tanta propriedade que eu desconfio de que foi algum jagunço dele quem desovou o chassi.

“Treine, seu p*to[JV1] ! Se prepare, beba menos!” — Lula, atacando quem levanta suspeitas sobre fotos em que supostamente aparece treinando. Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.

Bobagens da Corte

“São nove anos que às vezes parecem noventa anos” – Alexandre Barci de Moraes, dono de casa e ministro do Supremo (STF-SP), sobre seu tempo na Corte. Para ele, esses nove anos parecem noventa. Para nós, parecem novecentos. Já para a conta bancária do escritório da esposa, parecem uns nove mil anos de honorários acumulados.

“Passou da hora de inventarmos uma sociedade de humanidades iguais e sem indignidades fatais. Apesar do destempo, sempre é tempo de se garantir que a vida de todas as pessoas seja uma aventura que vale a pena curtir, não um ônus custoso a se aguentar.” – Cármen Lúcia, poetisa, filósofa, ensaísta, artesã de papel machê e ministra do Supremo (STF-MG), em artigo no Estadão. Eu não sabia o que era “destempo” até perder o meu lendo isso.

“A função de juiz exige decência, exige recato, autocontenção” — Gilmar Mendes, ministro do Supremo (STF-MT). Certíssimo! É por isso que certos magistrados, quando querem fazer suas mutretas, atacam como promotores de eventos, fazendeiros, donos de resort e maridos de estrelas da advocacia. Na função de juiz, jamais!

“Sem contenção e prazo, isso aqui se transforma em um inquérito geral de investigação de regimes autoritários” — Flávio Dino, ministro do Supremo (STF-MA), em decisão contrária à extensão da CPMI do INSS. E o Legislativo invadir as prerrogativas do Judiciário é inaceitável em qualquer democracinha digna do nome.

“Poderíamos lembrar o perigo que as CPIs simplesmente ignorarem o fato determinado é para o Estado Democrático de Direito” — Alexandre Barci de Moraes, negando extensão da CPMI do INSS, que se aproxima do Banco Master, patronos do escritório da familía. Acho que ele quis dizer “Estado Democrático de Dinheiro”.

Sem Comentários

“Absurdo! A Polícia está utilizando a minha foto e a da Erika Hilton em álbuns para que vítimas identifiquem suspeitos de crimes. Isso é racismo e transfobia” — denúncia de Duda Salabert, membro da Câmara dos Deputados (PDT-MG).

“Se você é homem e acha que esse Projeto vai te proibir de falar com mulheres, o problema está nas coisas que você diz mesmo. E nos faça o favor: fique quieto desde já” — Érika Hilton, membro da Câmara dos Deputados (PSOL-SP), sobre o projeto de criminalização da “misoginia”.

“É uma luta diária contra a extrema direita” — Tiffany Abreu, atleta do vôlei que se identifica como “trans”, sobre resolução do COI reafirmando que apenas mulheres “biológicas” podem competir na categoria feminina.

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