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“Perder um homem não é nada comparado a perder uma mulher” – Tati Bernardi, colunista da Folha. Para ela, perder um homem não é o maior problema. O difícil mesmo é encontrar um antes.
“O controverso livro infantil de Nikolas Ferreira” – Nara Boechat, jornalista da VEJA, sobre livro que afirma que meninas são meninas e meninos são meninos. Hoje em dia, se alguém lançar um livro dizendo que 2 + 2 = 4, vai ter jornalista acusando de pentafobia.
“Devemos nos esforçar para criar um mundo repleto de dignidade para todos – para que toda alma possa despertar em paz” – Melania Trump, primeira-dama americana, em apelo a Putin pela proteção das crianças ucranianas. Janja, para não ficar atrás, também se manifestou. A frase, porém, era impublicável nesta gazeta de família – e em qualquer outro lugar, exceto talvez nos banheiros de rodoviária.
“O Brasil pede soluções concretas” – Aécio Neves, deputado federal (PSDB-MG), tentando ressuscitar seu partido para as eleições do ano que vem. Verdade. Mas, de preferência, que não sejam do mesmo concreto da pista do aeroporto em Cláudio-MG.
“Sustentabilidade é um mito criado pelo capitalismo” – Ailton Krenak, escritor e membro da ABL, de origem indígena. Sustentabilidade é a arte de salvar o planeta usando canudinho de papel.
“A Odete deveria ser julgada, condenada e punida – sem PEC da Blindagem e sem anistia” – Deborah Bloch, atriz que vive Odete Roitman no remake de “Vale Tudo”. Para a nossa valorosa classe artística, a Justiça é um conceito que só se aplica a crimes fictícios. Na TV ou fora dela.
“Conseguimos alguns pré-consensos” – André Corrêa do Lago, presidente da COP30, comemorando um pré-gol da diplomacia brasileira após reuniões na Europa. E o pré-consenso é que será um pós-fracasso.
“Considero Haddad mais liberal do que Paulo Guedes” – Soraya Thronicke, senadora (União-MS). Ela também considera o Lula honesto. Favor checar a validade do Rivotril na farmacinha do Senado.
“Quando Haddad fala em cortes de emendas, ele não está fazendo ameaça. Está fazendo um diagnóstico da realidade” – Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Senado. Ou seja, Haddad está apenas dizendo: “bela emenda, deputado, seria uma pena se ela sofresse um diagnóstico contingencial...”
“O batom na estátua não apaga a esperança” – refrão da nova música de Marcelo Crivella, deputado federal (Republicanos-RJ), em defesa da anistia. O pessoal da Papuda até agradeceu a homenagem, mas desistiu da anistia – afinal, na cadeia pelo menos estão a salvo de ter que ouvir isso.
Nobel da Guerra
“Nobel para a luta pela democracia foi decisão acertada, mas vencedora não” – Jamil Chade, jornalista, criticando o Prêmio Nobel da Paz dado a María Corina Machado, perseguida pelo regime de Maduro. O erro dela foi lutar pela democracia na comarca errada. O Comitê já avalia anular o prêmio por incompatibilidade de foro.
“O Comitê do Nobel provou que coloca a política acima da paz” – Steve Cheung, porta-voz da Casa Branca, criticando a não escolha de Trump. Pelo menos, a Casa Branca já tem um forte candidato ao Prêmio Nobel do Puxa-Saquismo do ano que vem. Abre o olho, Bessias!
“Uma aberração que o Nobel da Paz tenha sido concedido a uma notória golpista. Não passa de uma provocação insultante e criminosa à soberania latino-americana” – Breno Altman, blogueiro de extrema-esquerda. A tal “soberania latino-americana”, como se sabe, é o direito sagrado de todo ditador de esquerda oprimir em paz.
“Espero que Nobel não facilite intervenção na Venezuela” – Celso Amorim, parachanceler brasileiro, temendo pelo futuro de seu amigo, o ditador Nicolás Maduro, após Nobel de Machado. Traduzindo, ele espera que o prêmio não atrapalhe a intervenção diária que a ditadura faz na vida dos cidadãos venezuelanos.
“O Prêmio Nobel da Paz perdeu toda a credibilidade por não ter sido concedido ao Presidente Trump” – Vladimir Putin, ditador e criminoso de guerra russo. Ainda bem que não existe um Prêmio Nobel de Direitos Humanos, senão até o Moraes ia querer dar pitaco.
“Prêmio dado à fascista Corina Machado é uma declaração de guerra não apenas ao povo venezuelano, como a todos os povos oprimidos do mundo” – Rui Costa Pimenta, presidente do Partido da Causa Operária (PCO). O verdadeiro oprimido é o ditador. Um coitado que sofre com a ingratidão de milhões de cidadãos que insistem em fugir do paraíso que ele construiu.
“Decidi dedicá-lo ao Presidente Trump porque ele merece!” – Maria Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz. Imagino os presos políticos venezuelanos aplaudindo em pé essa homenagem. Isto é, se conseguissem ficar de pé em suas celas de 2 por 2 metros.
“Os juízes do Nobel estão cegos!” – Chico Pinheiro, ex-jornalista, sugerindo a escolha de Greta Thunberg para o prêmio. Entra com uma ação no STF contra a Academia Sueca – vai que eles revertem a decisão e entregam o prêmio pra Greta. Ou até pro Lula.
“Noventa por cento da população repudia a bruxa demoníaca da Sayona” – Nicolás Maduro, ditador venezuelano, atacando a vencedora do Prêmio Nobel da Paz. Márcio Pochmann teria achado o número pessimista demais. Ele garantiu que, com um pequeno malabarismo estatístico, dá pra arredondar pra 99,9%.
O Ocaso de Uma Estrela
“Tenho certeza, ministro Barroso, de que a História reconhecerá o seu papel. Não guardo mágoas. Somos o que somos, mas transformados naquilo que nos esforçamos para nos tornar” – Gilmar Mendes, ministro do Supremo (STF-MT), se despedindo do colega que certa vez o definiu como a “mistura do mal com o atraso, com pitadas de psicopatia”. E não é que o esforço deu resultado? Gilmar conseguiu se tornar exatamente aquilo que Barroso previu.
Sancionado Tribunal Federal
“Tagliaferro é pedra no sapato de Moraes” – Josias de Souza, jornalista, sobre ex-assessor que denunciou fraudes processuais de Moraes. É como diz o ditado: a pedra que um dia serviu para construir seu castelo, amanhã poderá estar dentro do seu sapato.
“Oi, Lula! Lembra da gente? Essa é sua terceira chance de corrigir uma injustiça histórica, indicando a primeira mulher negra para o STF” – nota do Mulheres Negras Decidem, grupo que milita por privilégios para mulheres negras no Judiciário. A solução é simples: basta o Bessias se declarar uma mulher negra. Seria mais crível do que se declarar jurista de notório saber.
“Pode trazer consequências sérias para o senhor!” – Alexandre de Moraes, ministro do Supremo (STF-SP), caindo na brincadeira durante sessão da Corte, após advogado chamá-lo de “palmeirense”. E do que precisamos chamar o Moraes, para ele parar de palhaçada e começar a levar a Justiça a sério?
“Eu como cidadã gostaria de deixar pública minha torcida pra que seja uma mulher” – Anitta, cantora, dando seu pitaco na escolha de novo ministro do STF. Mais do que sugestão, parece um pedido de socorro. Anitta, sozinha, já não está dando conta de envergonhar todas as mulheres brasileiras ao mesmo tempo.
“As fontes me ligaram, perguntando o que tinha acontecido. Foi uma porrada” – Daniela Lima, administradora do grupo de WhatsApp do STF, sobre sua demissão da GloboNews. A demissão foi tão chocante que as fontes palacianas entraram em crise de abstinência, sem ter para quem vazar.
“Informei a indisponibilidade do meu nome para a vaga no Supremo” – Nabil Bonduki, vereador paulistano (PT). Fez bem em esclarecer. Como o critério parece ser a sabujice em relação ao Lula, seria um forte candidato mesmo.
A Semana do Molusco
“Fome é escolha política” – Lula. A escolha de quem faz o L e confirma.
“Parecia que eu estava diante de um ser humano que eu já conhecia há muito tempo” – Lula, após encontro com o Papa Leão XIV. É… talvez desde a época em que você testava a paciência de Jó no Antigo Testamento.
“Não pintou química, pintou indústria petroquímica” – Lula, sobre suposta amizade com Trump. Já podemos batizar essa nova indústria petroquímica de “Nova Pasadena”, ou ainda é cedo demais?
“Esse Congresso nunca teve a qualidade de baixo nível como tem agora” – Lula, passando o pito em Hugo Motta durante evento de pré-campanha. Foi-se o tempo em que você comprava uma bancada inteira com algumas moedinhas. Hoje, um único deputado custa bilhões em emendas – e às vezes dá defeito na hora do voto.
Direto da Faixa de Braza
“Espero que o diabo lhe...” – Mônica Waldvogel, apresentadora da GloboNews, em áudio vazado durante anúncio de acordo de paz em Gaza por Benjamin Netanyahu. Calma. Um pacto assim exige, no mínimo, um pouco mais de discrição.
“Quem acabou com a guerra em Gaza chama-se Luiz Inácio Lula da Silva!” – Pedro Rousseff, sobrinho de Dilma e vereador de Belo Horizonte (PT-MG). Ao que tudo indica, o “Rousseff” não é um sobrenome, mas sim um diagnóstico psiquiátrico.
“A palavra não é paz, isso é marketing do Trump” – Guga Chacra, comentarista, lamentando acordo de paz em Gaza. Vai ver ele tem razão. Talvez seja tudo de faz de conta. O Hamas deve ter libertado os reféns só de brincadeirinha, e semana que vem Israel os devolve pra continuarem sendo torturados nas masmorras de Gaza.
“O Hamas eliminou algumas gangues muito ruins. Eles mataram vários membros dessas gangues. Isso não me incomodou muito. Não é diferente de outros países” – Donald Trump, após o Hamas promover execuções em massa na volta a Gaza. Depois de um endosso desses, será que não podiam trazer o Hamas para pacificar o Complexo da Maré?



