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“Apesar de atos terroristas ocasionais cometidos por simpatizantes radicalizados, o Islã político está desaparecendo” – escreve Yaroslav Trofimov, no The Wall Street Journal. Pelo visto, só esqueceram de avisar as vítimas.
“Porque esse é o meu estilo de vida” – Thayane Smith, justificando ter abandonado amigo, que passou quatro dias perdido em trilha. Diga-me com quem andas e te direi se você volta vivo.
“Obrigado ao nosso presidente; se ele não fizesse tantas coisas ridículas, a gente não estaria vencendo esse prêmio” – Jimmy Kimmel, apresentador de TV americano, agradecendo a Trump. Se ele buscasse material no Brasil, o Emmy seria fichinha: levava logo o Nobel.
“Sabe como é, se minha tia tivesse órgãos masculinos, ela seria meu tio” – Mike Tomlin, técnico do time de futebol americano Pittsburgh Steelers, respondendo a especulações sobre seu time. Nos dias de hoje, nem isso é mais garantia de nada.
“O Brasil, entre 2018 e 2022, passou por um mau momento. Eu dirigi um filme que foi censurado. Não como em uma ditadura, mas sim uma censura cínica” – Wagner Moura, ator, em entrevista ao Hollywood Reporter, sobre seu filme Marighella. Na verdade foi uma censura “cívica”, já que quem “censurou” foi o povo.
“Vamos apresentar a categoria de Melhor Filme, que no Brasil é conhecida como Melhor Filme Estrangeiro” – Wagner Moura, ao apresentar o Critics’ Choice Awards nos EUA. Ele se confundiu. Aqui no Brasil, essa categoria se chama “Melhor Filme Sem Lei Rouanet”.
“‘Esposa’: esse é o rótulo, o limite e a definição que dão a uma mulher?” – Natália Boulos, esposa de Guilherme Boulos, reclamando por ser chamada de “esposa do Boulos” nas manchetes sobre sua pré-candidatura à Câmara. O perigo mesmo é o Boulos chamá-la de “meu bem” e o MTST confiscar por achar que é propriedade privada
“Nós somos o único país estúpido o suficiente para fazer eleições pelo correio” – Donald Trump, criticando o voto via postal nos EUA. Amador. Tem país que vota de um jeito ainda mais questionável, porém de forma mais rápida e eficiente. Pirilililim!
“Alguém desliga o Nikolas por favor, pode ser igual desligaram o Charlie Kirk” – Tiago Santineli, autoproclamado humorista, sugerindo o assassinato do deputado Nikolas Ferreira. O verdadeiro crime não foi nem a incitação à violência. Foi a piada ruim.
Caindo de Maduro
“O Ministério da Saúde e o SUS Roraima já absorvem impactos da situação da Venezuela” – Alexandre Padilha, ministro da Saúde, horas após prisão de Maduro por forças especiais dos EUA. Que bom que o SUS já está resolvendo o problema da Venezuela. Agora só falta descobrir quando vão começar a absorver os impactos do Brasil mesmo.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso” – Lula, reagindo à prisão do ditador Nicolás Maduro. Um precedente perigosíssimo para alguns... Imagina se a moda de prender “ditadores supremos” pega?
“O mundo acorda estarrecido com as imagens e informações que chegam a cada instante da Venezuela” – Zeca Dirceu, deputado federal (PT-PR). O mundo que acordou estarrecido é o mundo da imaginação em que ele vive. O mundo real acordou feliz e aliviado.
“O ataque de Trump à Venezuela tem consequências incalculáveis pra América Latina” – Glauber Braga, deputado federal (PSOL-RJ). Incalculáveis, não. Fiz as contas aqui: um ditador a menos, mais liberdade, cancela a repressão e a tortura... o saldo parece extremamente positivo.
“Pela primeira vez, os brasileiros estão com inveja da Venezuela. Imaginem acordar sem o presidente e sua esposa? Um sonho” – Sargento Fahur, deputado federal (PSD-PR). De repente, “Virar uma Venezuela” deixou de ser ameaça e virou motivo de esperança.
“O Trump sequestrou o Maduro?!” – Luana Piovani, ex-atriz. E ainda dizem que ela não tem talento para o drama.
“Estamos monitorando de perto a situação na Venezuela” – Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. E esperando que alguém faça alguma coisa.
“O PSDB repudia a invasão norte-americana à Venezuela. Essa posição não implica qualquer apoio ou complacência com o regime autoritário de Maduro” – Aécio Neves, presidente do PSDB. O tucano desceu do muro só pra entregar uma notinha de repúdio e já subiu de volta correndo.
“Dois erros não viram um acerto. Derrubar um ditador pode até parecer meramente correto, mas o problema é o precedente” – Eduardo Leite, governador do RS (PSB). A julgar pelo histórico dele, deve estar esperando ao menos um terceiro erro, só para garantir.
“Ninguém perguntou, mas o que acho deste episódio na Venezuela...” – Alexandre Schwartsman, ex-diretor do BC e lulopetista de ocasião. A análise começou tão promissora que era melhor ter parado por ali mesmo.
“Boa noite. Feliz Ano Novo!” – disse Nicolás Maduro, ex-ditador venezuelano, a agentes das forças americanas que o conduziam à prisão. Como bom comunista, deve estar feliz: entrou em 2026 com os dois pés esquerdos.
“Teve Chefe de Estado que não dormiu nessa madrugada!” – Maria Beltrão, jornalista, ao anunciar prisão de Nicolás Maduro. Se fosse só a insônia estava bom. O problema é a bebedeira que isso causa.
“Trump acabou com a paz no mundo todo! Europa, América Latina, Rússia, China, Taiwan: não há um só lugar no planeta em que as pessoas não estejam sobressaltadas” – Fabio Pannunzio, blogueiro governista. Realmente, antes do Trump, Ucrânia e Faixa de Gaza eram praticamente retiros espirituais de tanta paz.
“EUA estão destruindo a ordem mundial” – Frank-Walter Steinmeier, presidente da Alemanha. Por que ele fala isso como se fosse algo negativo?



