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Humor

Frases da Semana: “Vão prender muito bolsonarista”

Leia as frases da semana, com destaque para declaração de deputado petista Jilmar Tatto.
Leia as frases da semana, com destaque para declaração de deputado petista Jilmar Tatto. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

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“Vai ter muito mais gente presa. Eu tenho informação da PF de que vão prender muito bolsonarista” — Jilmar Tatto, deputado federal (PT-SP), ameaçando a oposição após vitória do regime. E, como a gente já sabe: “missão dada é missão cumprida”. 

“Isto, no meu entendimento, é um golpe de Estado” — Roberto Freire, ex-senador e líder histórico da esquerda, sobre a decisão de Cristiano Zanin de prorrogar a votação após o horário de fechamento das urnas. Vamos com calma também! O Zanin não pichou uma estátua usando batom.

“O Lula aplicou um golpe à la Venezuela” — Romeu Zema, governador de MG, insinuando um conluio entre a campanha de Lula e Zanin para manipular as eleições. A cada quatro anos, nosso regime democrático fica cada vez mais Maduro.

“O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi algo inaceitável” — Flávio Bolsonaro, criticando a decisão monocrática de prorrogar o horário de votação. Como não foi algo normal? No Brasil, isso é normalíssimo; tão normal quanto juiz de várzea marcar pênalti para o time da casa aos 48 do segundo tempo. 

“Pancadaria toma conta de Paris após protestos amplamente pacíficos” — manchete da BBC sobre manifestantes de extrema-esquerda que destruíram o centro da capital francesa. A BBC diria que a viagem do Titanic foi “amplamente bem-sucedida”, exceto por um breve encontro com um iceberg. 

“O Brasil está fazendo um excelente trabalho roubando as eleições, não?” — Donald Trump, ironizando a conduta suspeita das autoridades brasileiras durante o pleito. Errado. Não deu trabalho nenhum: aqui isso já virou arte, um talento nato que flui sem o menor esforço.

“Deltan, você é o próximo...” — perfil do PT do Paraná no X, em ameaça velada ao senador eleito Deltan Dallagnol (NOVO-PR). O PT já está soltando spoiler do próximo paredão do BBB do STF. 

“Eu comecei a ler filosofia. Estou lendo Plutão [sic]” — “Craque” Neto, apresentador e ex-jogador, comentando sua nova fase intelectual. É melhor o Neto parar, antes que ele comece a ler Karl Marte. 

“Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil” — Flávio Bolsonaro, em carta aberta publicada (e depois modificada) após seu exílio nos EUA. Considerando que Lula se declara honesto e o Moraes se declara imparcial, o Flávio se declarar presidente nem é tão absurdo.

“O Flávio pediu ao ChatGPT que inserisse o brasão da República, e o ChatGPT escolheu um antigo” — Paulo Figueiredo Filho, jornalista exilado nos EUA, admitindo o uso de IA na carta de Flávio Bolsonaro para justificar a grafia de “Brazil” com “z” no documento. Essa foi phogo.

“Ele mobiliza os seus seguidores para, mais uma vez, aumentar a instabilidade no país” — Míriam Leitão, criticando Flávio Bolsonaro por questionar a decisão inédita do STF de prorrogar o horário de votação, atropelando o TSE. A transição do jornalismo para a Academia Brasileira de Letras foi completa: ela agora se dedica em tempo integral à ficção. 

A Semana do Lulão 

“Esse cidadão foi a figura mais mentirosa que eu já vi no planeta Terra” — Lula, sobre Flávio Bolsonaro. Se o Lula jura que nunca viu mentiroso maior no planeta Terra, de duas, uma: ou já está mentindo de novo para não perder a liderança do ranking, ou não tem espelho em casa. 

“Esse ato de sair do Brasil é vergonhoso” — Lula, após Flávio Bolsonaro buscar asilo nos EUA. Já cruzar o Atlântico em jatinho de banqueiro e com serviço VIP da Embaixada em Madri, só para o orgulho do papai. 

“Depois da nossa vitória, a gente vai ter que discutir um jeito novo de governar esse país” — Lula, sobre o quinto mandato do PT na presidência. Só chegaram ao poder vinte e quatro anos atrás e já querem testar algo novo? Calma, gente, a pressa é a inimiga da perfeição. 

“Nós vamos ter que regulá-las” — Lula, ameaçando censurar as redes sociais após sua polêmica vitória no segundo turno. Lula quer as redes livres. Livres de qualquer oposição. 

“Vocês vão ver o que é um governo acabar com a polícia e deixar o território livre” — Lula, sobre sua PEC da Segurança, durante debate. Se antes a bandidagem dominava as ruas por omissão do Estado, com a nova PEC do Painho, vai passar a mandar por direito adquirido! 

“Vão ter que negociar de acordo com cada categoria” — Lula, esclarecendo após as eleições que o fim da escala 6x1 também é relativo. Trocou a escala 6x1 pela escala 171. 

Vorcaretes 

“É mais uma eleição com calma, tranquilidade e transparência, mostrando novamente que o sistema eleitoral do Brasil é o melhor do mundo. Estamos começando agora às oito horas, às cinco nós terminamos” — Alexandre Barci de Moraes (STF-SP), esposo da grande jurista Vivi Barci de Moraes e ministro do Supremo, ao votar no último domingo. Na nossa democracinha, a pontualidade é britânica, o jeitinho é brasileiro e o uísque é escocês. 

“O assunto Eletrobras está sendo discutido agora com o presidente. Vem pra cá, jantar aqui” — Nelson Tanure, banqueiro, relatando a Daniel Vorcaro negociações sobre estatal de energia com Lula. Para tratar da energia lulaelétrica no Brasil, nada mais adequado do que fazer tudo no escurinho. 

Oposição à Oposição 

“Talvez essa história de fazer ‘oposição por oposição’ já tenha cansado um pouco, né?” — Renan Santos (Missão), candidato derrotado à Presidência, sinalizando aproximação com Lula após as eleições. Esse negócio de “oposição por oposição” dá uma canseira danada! O melhor é evitar a fadiga e relaxar no colo quentinho do Painho — afinal de contas, em Brasília, a ocasião não faz só o ladrão: faz também a situação. 

“Agora eu tô seguro de que não tem jeito” — Ciro Gomes (PSDB-CE), candidato derrotado ao governo do CE, sobre sua desistência de disputar a presidência após a reeleição de Lula. Vocês podem acusar o Ciro Gomes de tudo, menos de ser um sujeito precipitado: ele precisou de 28 anos, quatro campanhas presidenciais e sete trocas de partido para chegar exatamente à mesma conclusão a que o eleitor brasileiro já tinha chegado no primeiro turno de 1998.

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