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Almanaque

O Janones mandou: para salvar Lula, agora vale tudo — até ser patriota

Lula e seu general Janones: a ordem é vestir verde e amarelo antes que a coisa fique preta
Lula e seu general Janones: a ordem é vestir verde e amarelo antes que a coisa fique preta (Foto: Ricardo Stuckert/PT)

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Almanaque é a seção de sábado da editoria de Ideias da Gazeta do Povo. Aqui, você vai encontrar um apanhado de notícias, personagens e histórias que deram o que falar na semana — e não caberiam em outro lugar.

A clicada

Com Boulos, as torcidas descobriram que dá para fazer pressão sem arrancar as cadeiras (Foto: Reprodução/X/@GuilhermeBoulos)

Gaviões do Planalto

Brigas, emboscadas e até mortes fazem parte do histórico violento das torcidas organizadas. Mas, em Brasília, seus líderes foram tratados como parceiros do governo por Guilherme Boulos. O ministro recebeu representantes de mais de 30 torcidas para discutir suas “demandas”, e nada foi arremessado contra ele. Faltou, porém, o grito de “juiz ladrão” para animar a vizinhança da Praça dos Três Poderes.

Não é fake

Vira voto ou vira o disco?

"'Taylor Swift diz que precisamos liderar!’ Será que fãs de música pop altamente organizados conseguirão garantir a vitória de Lula no Brasil?"

Notícia do jornal britânico The Guardian

Depois de Lula terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, centenas de fã-clubes brasileiros de cantoras como Taylor Swift, Beyoncé e Lady Gaga entraram com tudo na campanha do petista. Mas fazer mutirão para divulgar músicas não é a mesma coisa que virar votos — principalmente se boa parte do público está cansada de ouvir o mesmo artista há mais de 40 anos.

Responda rápido

Onde o filho chora e a mãe não vê

Não é novidade que Oruam costuma homenagear criminosos. Ele pede a liberdade do pai, o traficante Marcinho VP, e até tatuou no corpo o rosto de Elias Maluco, assassino do jornalista Tim Lopes.

No início da semana, o rapper fez uma declaração pública para a mãe, que foi presa pela PF junto com o irmão dele. Os dois, e o próprio Marcinho, são investigados por um esquema do Comando Vermelho que obrigava moradores de comunidades do Rio a contratar a internet da facção. “Levaram meu maior amor”, disse o cantor nas redes.

Veja a resposta no fim da página

Mini-ranking

Top 3 “Exército do Janones”: esquerdistas que posaram de verde e amarelo na hora do aperto

1. Jessé Souza

O sociólogo que popularizou a expressão “pobre de direita” atendeu ao chamado de André Janones e posou de agasalho da Seleção para ajudar Lula. Mas talvez seja tarde demais: o rótulo usado para constranger os conservadores virou motivo de orgulho e acabou sabotando a própria esquerda. A criatura se voltou contra o criador — e os vermelhos agora vão votar, a contragosto, de verde e amarelo.

2. José de Abreu

O ator-militante publicou fotos ao lado de Chico Buarque e do próprio Lula, todos usando camisas da Seleção. Tudo fake, claro. “Lutando contra o fascismo com I.A. É muito fácil fazer com ChatGPT grátis”, ele diz na legenda, dando uma aula de patriotismo artificial.

3. Plínio

O cachorro de Anitta é o único do ranking que pode alegar inocência: afinal, não escolheu a roupinha. Fica até a dúvida sobre a militância dele. Galgo italiano, com costureira própria e prêmio de “pet do ano” pela MTV, Plínio leva mais jeito de empreendedor do que de proletário.

Rolou nas redes

Problema seu

Felca anunciou um vídeo novo e a esquerda acreditou que seria uma denúncia para acabar com Flávio Bolsonaro. Mas o youtuber resolveu falar de bullying e revelar sua fobia social. Foi o suficiente para a turma do “mais amor, por favor” mostrar que até empatia tem limite.

“Vai tomar no c* né. Só isso mesmo. Uma altura dessa. Num f*”, publicou Felipe Neto. José de Abreu, sempre ele, chamou o influenciador de “fraude”. Antonio Tabet também caprichou no acolhimento: “Agora também estou com fobia social do Felca”.

O erro do rapaz? Falar dos próprios problemas quando esperavam que ele resolvesse os de Lula.

Gênios do Legislativo

Osasco contra a “machosfera”

Os osasquenses já podem marcar na folhinha: 31 de janeiro é o Dia Municipal de Combate à Cultura Red Pill. A iniciativa é de um mandato coletivo do PT e prevê ações de conscientização contra a misoginia e a discriminação de mulheres. A chamada “machosfera”, com milhões de seguidores e alcance global, já tem seu pior inimigo — o calendário oficial de Osasco.

Aconteceu mesmo

Milagre com o nosso dinheiro

Em 20 de outubro de 1993, o Congresso instalou a CPI dos Anões do Orçamento, um nome que hoje não sobreviveria à cultura woke. A comissão provavelmente seria rebatizada como “CPI dos Parlamentares de Estatura Orçamentária Diversa”, depois de uma nota de repúdio, cancelamento e três oficinas de linguagem inclusiva.

Um dos protagonistas era o deputado João Alves (PPR-BA), que apresentou uma explicação milagrosa para a própria fortuna: 221 vitórias na loteria. “Deus me ajudou e eu ganhei dinheiro”, ele justificou.

A investigação, no entanto, encontrou ajudas mais terrenas. Os parlamentares envolvidos no escândalo manipulavam emendas e cobravam propinas. O milagre, no fim das contas, era fazer o dinheiro do contribuinte aparecer na conta dos políticos.

Resposta do “Responda rápido”: alternativa C. Oruam estava na Europa para fazer shows e publicou um vídeo na Torre Eiffel.

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