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Decoração

Azulejos no compasso da moda

O termo fashion, importado da moda, pode muito bem ser empregado no segmento de azulejos ou revestimentos de parede. Modernos, eles apresentam desenhos e texturas inusitadas

A linha Faces da Eliane com efeitos perolados. Ao lado, um padrão “africano”, para os mais inovadores | Divulgação/Eliane
A linha Faces da Eliane com efeitos perolados. Ao lado, um padrão “africano”, para os mais inovadores (Foto: Divulgação/Eliane)
Azulejos da Eliane: estampa geométrica... |

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Azulejos da Eliane: estampa geométrica...

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Os revestimentos da Cecrisa/Portinari apresentam versões acetinadas e brilhantes |

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Os revestimentos da Cecrisa/Portinari apresentam versões acetinadas e brilhantes

Revestimento da Zirconia, representada pela Porcelanosa Brasil |

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Revestimento da Zirconia, representada pela Porcelanosa Brasil

Além de responsáveis por um toque de personalização, os revestimentos de parede têm saído das cozinhas e banheiros e revestido outros ambientes, como as salas. Mas o termo azulejo ainda é controverso. As palavras revestimento de parede apenas substituíram o azulejo, co­­menta Solange Marinelli, gerente do setor administrativo da Porcela­nosa Brasil, importadora exclusiva de marcas internacionais como a espanhola Porcelanosa.

"O azulejo mudou apenas de nome e ampliou seu tamanho e uso", diz Marilene D’Altoé, gerente de desenvolvimento de produtos da Cecrisa. Já Francisco Brandão, gerente de produto da Incepa, diz que o termo azulejo é definido para fazer referência a revestimentos cerâmicos de tamanho pequeno, de até 15 cm X 15 cm. "Para os formatos maiores, utilizamos o termo revestimento."

Conceituações à parte, o que é certo é que a indústria se desenvolveu muito nessa área, ampliando a gama de formatos e lançando tendências. Para Marilene, da Cecrisa, a maior mudança foi o fato de o revestimento passar a ser tratado como um elemento de decoração e não apenas como um facilitador da manutenção da higiene ou isolante da umidade.

Como elemento de decoração, pode-se dizer que acompanha outros setores ligado à arte, como a moda. Marilene conta que os segmentos estudados para criar os revestimentos são os mais variados possíveis. Brandão diz que a cerâmica anda junto com a moda e com a decoração. Tanto que as indústrias participam de feiras internacionais – assim como na moda –, principalmente na Europa e Estados Unidos.

Cores e texturas

Uma das principais tendências é o uso de texturas que se assemelham a outros produtos como a madeira, diz Solange, da Porcelanosa. Ela apon­ta que, como os revestimentos imitam até os veios da madeira, fo­­ram bem aceitos.

Hoje, ela aposta nos arabescados, mas em um estilo clean, que podem ser trabalhados em detalhes. So­­lange explica que normalmente em uma linha existem os produtos lisos e as peças especiais, dentro dessa mesma linha, que podem ser exploradas na decoração. Ela cita o caso dos desenhos gliterizados sobre fundo fosco e listéis metalizados, que compõem com revestimentos lisos e os azulejos que assemelham-se aos papéis de parede.

Marilene, da Cecrisa, diz que a microtextura para grandes espaços e as macrotexturas para peças decorativas reproduzem tecidos de vestuário, de estofados, da decoração em geral. "Para revestimento cerâmico os relevos são sempre reproduzidos em cores nas versões acetinadas e brilhantes."

Quanto às cores depende muito do projeto – se é residencial ou comercial –, mas as que mais vendem ainda são as variações do branco, os cinzas claros (como os esver­dea­dos e azulados) e os beges. "A cor fica normalmente nos acessórios, nas peças decoradas", comenta Ma­­rilene. "Existe uma tendência muito forte que cresce a cada ano, que é a customização. Cada vez mais o consumidor sente a necessidade de se sentir único."

Para este ano e 2010, ressalta Marilene, são dois os grupos de cores como proposta: adocicados – branco, pérola, lilás, verde água e creme – e os acolhedores – bege, caramelo, chocolate e carmim. Para os acessórios, a aposta é em cores mais festivas, como o vermelho, azul, verde-menta, verde-uva ou tendendo ao mostarda, os roxos e lilases.

Os tamanhos também passaram por uma reformulação. So­­lange, da Porcelanosa, lembra que a maior inovação da indústria são os tamanhos maiores. Brandão, da Incepa, completa que os formatos 30 cm x 90 cm, 60 cm x 120 cm e 80 cm x 80 cm estão tendo uma boa aceitação.

Marilene, da Cecrisa, acredita que quanto mais comprido e fino o revestimento, mais elegante deixa o ambiente. "Entre os novos formatos estão 30 cm x 60 cm para o pano de fundo e 15 cm x 60 cm para as peças decoradas ou 30 cm x 90 cm para o pano de fundo e 15 cm x 90 cm para as peças decoradas", diz. Esses tamanhos quase sempre são aplicados no sentido horizontal, "assim o ambiente parece que cresce", indica.

Para o restante da casa

Com o maior número de cores e formatos, os azulejos deixaram os banheiros e cozinhas e literalmente invadiram os outros ambientes da casa. Porém, Brandão, da Incepa, alerta sobre o seu uso. Ele diz que hoje em dia o revestimento cerâmico pode ser utilizado na casa toda, mas "sempre levando em consideração as classificações de uso e aplicação por tipo e segmento de produto existentes e exigidas por normas técnicas."

Solange, da Porce­­lano­­sa, aposta no uso nas salas. Ela comenta que há até revestimentos que imitam as pedras filetadas. "A cerâmica perdeu a frieza natural da matéria, pois não só parece um tecido, mas a tocando se tem a sensação de um tecido, madeira ou couro", acrescenta Marilene, da Cecrisa.

Ela diz que o revestimento de parede pode ser utilizado em am­­bientes como quartos e salas, com a possibilidade de misturar texturas, brilhos e formatos, "desde que a mistura seja harmoniosa."

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