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Habitação

Boa fase para a construção

Aumento no consumo de imóveis movimenta o setor e o número de lançamentos cresce 30% de janeiro a maio

Mais crédito para comprar a casa própria, queda de juros e estabilidade econômica, que deu ao cidadão maior segurança para contratar financiamentos de até 20 anos. Esse é o mix de fatores que está estimulando novos empreendimentos em Curitiba. Segundo uma pesquisa encomendada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná (Sinduscon-PR) ao Instituto de Pesquisa, Estatística e Qualidade (IPEQ), o número de lançamentos de unidades residenciais verticais (apartamentos) em Curitiba aumentou 30% em 2007.

Os dados mostram que, de janeiro a maio do ano passado, foram lançados na capital 752 unidades. Este ano, no mesmo período, o número foi de 975 unidades – a maioria delas com três dormitórios e localizadas em bairros como Portão, Novo Mundo e Santa Quitéria.

Para o presidente do Sinduscon-PR, Hamilton Pinheiro Franck, a movimentação do mercado em Curitiba é visível, mas se deve muito mais à baixa nos estoques de imóveis prontos, gerada pelo aumento do consumo, do que ao otimismo na construção civil. "No início do ano passado, o Índice de Velocidade de Vendas de Imóveis era de 7% na capital (ou seja de cada 100 imóveis, sete eram vendidos). Hoje estamos mantendo uma média que vem desde o fim de 2006: 10%. Por causa desta demanda, vinda principalmente da classe média, a mais beneficiada pelo aumento da oferta de crédito imobiliário em bancos públicos e privados, está havendo uma diminuição do estoque."

O número de obras concluídas na capital, ou seja, imóveis prontos para morar, foi de 2.238 unidades no primeiro trimestre deste ano, uma queda de 17% em relação ao mesmo período do ano passado. "Em vista da demanda iminente por mais imóveis, a construção civil começou a dar agora sinais de mais produção", diz Franck. A quantidade de alvarás para novas construções concedidos pela Prefei-tura de Curitiba, de janeiro a abril de 2007, aumentou 86% para obras residenciais e 129% para não residenciais. Porém, para o vice-presidente de Lança-mentos e Comercialização do Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR), José Paulo Celles, os números não mostram totalmente a realidade. "Há mais construções em andamento do que alvarás expedidos. Muita gente estava com a permissão na mão, esperando a oportunidade ideal para iniciar a construção. Acredito que esse seja o momento", diz ele.

A cautela pode explicar o contraste entre o crescimento por demanda de serviços de algumas empresas de guindaste e uma grande quantidade de máquinas paradas em outras. Na JF Guindastes, empresa de equipamentos do tipo hidráulico (caminhão), o aumento da demanda da construção civil por transporte de materiais está fazendo o proprietário, José Correia, fazer novos investimentos. "Troquei há pouco tempo meus cinco guindastes por outros novos, em um investimento de R$ 3 milhões, mas eles não são suficientes para atender o número de pedidos que recebo. Atualmente, teria que ter mais 25 máquinas para atender todo mundo." Já a Edificações De Conto, especializada em guindastes tipo grua (guindaste usado para levantar peças pesadas como vigas pré-moldadas, típico de grandes incorporações), tem no pátio seis equipamentos sem uso. "O movimento em Curitiba para esse tipo de equipamento ainda está baixo perto de lugares como Porto Alegre e Santa Catarina", afirma o dono da empresa Sérgio De Conto.

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