
Referências aos traços, cores e materiais usados pelo paisagista Roberto Burle Marx aparecem em, pelo menos, outros seis dos 53 ambientes da Casa Cor Paraná deste ano. Com trabalhos não só no paisagismo, mas também no design, na pintura, escultura e na tapeçaria, entre outras áreas, Burle Marx é considerado um artista completo. Para quem não conhece muito bem o seu trabalho, basta olhar para o calçadão de Copacabana ou mesmo para as áreas externas dos prédios públicos de Brasília, como o Palácio do Planalto. O uso de cores vibrantes, formas orgânicas e de plantas nativas da flora brasileira eram marcas do paisagista.
Foi justamente as duas primeiras referências que as arquitetas Daniela Sumida de Albuquerque e Márcia Helena Guimarães usaram como inspiração no projeto do Mini Loft - ambiente de 18 metros quadrados que engloba hall, cozinha e mesa de trabalho, estar íntimo, closet, área de serviço e instalações sanitárias. O espaço tem cores quentes e um painel na entrada cujos traços lembram o desenho da calçada da praia carioca.
Na Sala de Imprensa, do arquiteto Fernando Schwertner, e no Toilette Social da Galeria, das arquitetas Karen Godoy e Patrícia Azoni, há réplicas de trabalhos de Burle Marx.
Na Sala de Imprensa um painel do mestre, instalado no saguão do Hospital Souza Aguiar, no Rio de Janeiro, aparece em MDF e dividido nas paredes do espaço. Já no Toilette há uma releitura do mesmo painel pela arquiteta Patrícia Azoni, que também é artista plástica. "Do painel foram tirados as formas das portas dos boxes do banheiro que ficará, praticamente como está, para as idosas do Asilo São Vicente de Paulo. O jardim de cactos, planta muito usada por Burle Marx, no meio do ambiente também é uma referência nossa a ele", explica Karen. O painel é evidenciado pelo jogo de iluminação e espelhos e pelo papel de parede de flores vinílico e protegido da umidade por uma resina vegetal derivada do óleo de mamona.
No Studio de um Universitário, das arquitetas Eloa Lucia Pellizzari, Mariana Assad Slivak e Walkiria Nossol Lobo da Rosa, a lembrança a Burle Marx aparece em um mosaico de pastilhas. Na Lavanderia do Condomínio, das arquitetas Cintia Szuchman Lara e Janaina Bazzo, as formas orgânicas e o colorido do paisagista aparecem em um painel iluminado no teto do ambiente. O piso em petit-pavé também remete a Burle Marx.
No Studio Mais Música e Menos Stress, das arquitetas Renata Martins de Oliveira e Tatiana Santos Corrêa, é um desenho feitos com adesivos de plantas da artista plástica Louise Lobo, no teto, que homenageia o paisagista.








