
Para muitas pessoas, comprar um imóvel usado é uma opção bem mais interessante do que adquirir casa ou apartamento em construção é possível mudar-se imediatamente e não há preocupação com atrasos ou com a qualidade dos materiais empregados, já que tudo pode ser verificado antes de fechar o negócio. O advogado José Geraldo Tardin, diretor do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), alerta, entretanto, que há diversas precauções a tomar antes de assinar qualquer compromisso. "As pessoas não se dão conta, mas o risco é infinitamente maior do que comprar um imóvel na planta", diz.O problema está, segundo ele, na segurança jurídica da transação. "Tive uma cliente que deu uma entrada de R$ 150 mil para comprar uma casa que custava R$ 540 mil", exemplifica. "Na hora da assinatura do contrato, ela soube que o banco não aprovava o financiamento porque havia um problema com o imóvel, uma área construída que não estava no projeto e era irregular. Ela quis desfazer o negócio, mas o vendedor não aceitou devolver o dinheiro. Agora eles vão ter de resolver na Justiça, e isso vai demorar pelo menos uns dois ou três anos."
Tardin sugere que o comprador não aceite pagar um centavo até ter em mãos todas as certidões que comprovem que o imóvel está regular e que não haverá problemas no futuro. Nem mesmo um sinal de negócio. "Isso é difícil, porque os corretores costumam fazer muita pressão", admite. "Mas é melhor resistir agora do que perder depois." É importante ter um advogado avaliando as condições do contrato e a documentação.
Conservação
Além dos documentos, o comprador de imóveis usados precisa preocupar-se com a conservação da casa ou apartamento e até com a localização. Na hora de apresentar um imóvel, é comum que o vendedor ou corretor use de algumas estratégias. Evitar ruas engarrafadas ou barulhentas na hora de levar o possível comprador ao apartamento em vista é uma delas com isso, pretende-se diluir pontos negativos da propriedade e reforçar o que ela tem de bom.
Para se proteger dessa artimanha, o comprador precisa fazer o trajeto sozinho, de preferência em mais de um horário (à noite e na hora do rush, por exemplo). Prestar atenção em detalhes como a posição do sol também é algo básico, especialmente em uma cidade que pode ser tão fria a úmida como Curitiba.
As condições de equipamentos como portas e janelas devem ser verificados, assim como a parte hidráulica e elétrica do imóvel. Um vazamento pequeno num imóvel fechado pode até passar despercebido, mas quando ele passa a ser usado todos os dias o estrago tende a ser bem grande. No quadro acima estão algumas dicas do Ibedec para correr menos riscos no negócio.



