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Sustentabilidade

Construções mais verdes

Conceito de preservação dos recursos naturais ganha força com selo internacional

Jairo Mattos e Paulo Gorgulho em cena de "Cata-Dores" | Divulgação/Calvin Entretenimento
Jairo Mattos e Paulo Gorgulho em cena de "Cata-Dores" (Foto: Divulgação/Calvin Entretenimento)

Valorização, uso racional dos recursos naturais, durabilidade, qualidade de vida e inovação. São muitos os motivos que estão levando construtoras paranaenses à prática de uma arquitetura sustentável. De acordo com a professora de Construção Civil do Centro Universitário Positivo (Unicenp), Patrícia Lizi de Oliveira Maggi, o conceito está ligado a empreendimentos que tenham mecanismos de conservação de energia; sistemas de tratamento e reuso da água, além de materiais de construção reutilizáveis e de matéria-prima renovável.

Entre as medidas que vêm sendo adotadas em algumas construções no Paraná, a professora cita o reaproveitamento da água da chuva em novos empreendimentos (obrigatório em Curitiba pela Lei Municipal 10.785/03) e o uso da luz natural, diminuindo o consumo de energia empregada na iluminação e no aquecimento dos ambientes por sistemas elétricos.

Para o professor de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Aloisio Leoni Schmid, a aplicação de medidas sustentáveis nas construções ainda acontece de forma tímida e desorganizada. "Não há um padrão dessas ações e o consumidor não conhece os benefícios e conforto que um imóvel sustentável traz, para poder cobrá-los", afirma. Schmid acredita que o esclarecimento da opinião pública sobre o assunto e elaboração de um padrão ou certificação nacional ajudariam a incorporar a necessidade de sustentabilidade de forma definitiva nas construções.

Há cinco anos, a construtora Plaenge é umas das empresas que vêm investindo nesse modelo. Segundo o gerente de engenharia da construtora, Frederico Hofius, já fazem parte dos projetos da empresa o uso da energia do sol (por meio da instalação de placas que absorvem os raios solares) para o aquecimento de piscinas e a construção de paredes duplas na face sul dos edifícios para reter o calor por mais tempo.

A construtora Thá, com sede em Curitiba, é outra empresa que já tem empregado medidas sustentáveis em suas construções e pretende elevá-las a um grau maior de exigência. "Estamos nos preparando para buscar uma certificação internacional de sustentabilidade. É uma forma de fazer boa parte do que é implantado hoje de forma mais organizada", diz o gestor de engenharia da empresa, Nilton Neilor Antonietto.

Selo

A certificação da qual o gestor da Thá fala é dada pelo U.S. Green Building Council (USGBC), instituição internacional que, há mais de 10 anos, avalia empreendimentos no mundo inteiro para a concessão do LEED (Leadership in Energy and Environmental Desing). O certificado atesta que a construção está dentro do conceito Green Building (Edificações Verdes) de arquitetura sustentável nas fases de projeto, execução e operação (período pós-entrega da obra em que a construtora passa as orientações de utilização dos sistemas sustentáveis aos novos donos). O Brasil não possui nenhuma construção certificada ainda, mas tem nove projetos inscritos para a obtenção do LEED – nenhum no Paraná.

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