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Pérgulas

Luminosidade e organização

As pérgulas criam ambientes cheios de luz e sombra e conferem ar de tranquilidade ao espaço

Essa pérgula fabricada pela Guaraúna tem pé-direito duplo e as treliças do mesmo material complementam a ambientação do jardim | Guaraúna/Divulgação
Essa pérgula fabricada pela Guaraúna tem pé-direito duplo e as treliças do mesmo material complementam a ambientação do jardim (Foto: Guaraúna/Divulgação)
Perpespectiva do projeto de Wilson Pinto para a área externa de um hotel |

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Perpespectiva do projeto de Wilson Pinto para a área externa de um hotel

Projeto de Carlos Lupatini: amplitude com estrutura de concreto |

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Projeto de Carlos Lupatini: amplitude com estrutura de concreto

Pérgula coberta com vidro da Guaraúna e deque em itaúba valorizam a piscina |

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Pérgula coberta com vidro da Guaraúna e deque em itaúba valorizam a piscina

Perspectiva do projeto de Renata Mueller: pérgula delimita espaços externos |

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Perspectiva do projeto de Renata Mueller: pérgula delimita espaços externos

Para separar, criar ou delimitar espaços. As pérgulas funcionam para diferentes objetivos e em lugares variados: podem compor um espaço de descanso em um jardim, cobrir uma piscina ou churrasqueira ou dar boas vindas aos visitantes de uma residência e hóspedes de um hotel. A versatilidade e benefícios das treliças conquistam arquitetos e paisagistas na hora de compor ambientes externos e até mesmo internos. Um dos aspectos mais levados em consideração pelos profissionais é a capacidade da pérgula de controlar a intensidade dos raios solares, ainda que a estrutura seja vazada. Para o arquiteto, paisagista e artista plástico Wilson Pinto, o paralelismo perfeito entre as treliças e sua orientação correta em relação ao sol (no sentido norte-sul de comprimento) ajudam a pérgula a desempenhar funções além da decoração. "A estrutura provoca um efeito de luz e sombra, à medida em que uma treliça projeta sombra no limite da outra", diz. Para criar um ambiente luminoso com sombras na fachada de um hotel de luxo, ele projetou uma pérgula em curva diretamente ligada à estrutura, para delimitar o espaço de circulação. Feita em concreto, como uma continua­ção da parede externa, ela forma um anel ao redor de uma praça com chafariz. "É um toque de requinte, para dar boas vindas aos hóspedes que chegam", explica.

Carlos Lupatini também usou o pergolado para obter luminosidade em um projeto residencial. O arquiteto projetou parte da cobertura da piscina em pérgula de concreto protegida com vidro, provocando o efeito de varanda incorporada à estrutura da casa. "O uso do mesmo material da casa se explica pela adequação à arquitetura moderna da residência. O concreto dá a ideia de espaços amplos e foi justamente isso que quis passar", conta. "A cobertura de vidro evita os desconfortos da chuva e do frio, ao mesmo tempo em que permite a entrada da luz do sol".

Delimitação de espaços

A arquiteta Samara Barbosa usou a madeira nobre itaúba para compor o jardim residencial de um cliente, que desejava um espaço para relaxar ao ar livre. "Apenas colocar um banco no gramado não é interessante. Era preciso delimitar uma área", diz. Para isso, ela projetou um pergolado quadrado, de cerca de 3 metros de comprimento por 3 metros de largura, próximo ao muro do jardim, com deque da mesma madeira.

Samara revestiu o muro com pedra filetada e instalou iluminação artificial embaixo do deque, voltada à parede, o que produz efeitos de sombra. "A iluminação indireta foi minha prioridade. Produz um ambiente mais relaxante, intimista", revela.

Para o projeto de um grande jardim residencial em diferentes ambientes, a arquiteta Renata Mueller também optou pelas pérgulas. São duas estruturas feitas em madeira itaúba, separadas por um piso em xadrez de ardósia e grama, com deque de piso cerâmico imitando madeira elevado. Essa elevação comporta uma iluminação artificial, que valoria a vegetação do local. Os 23 metros quadrados de pergolado delimitam a entrada principal da casa e dão acesso a um spa privado. "Quis criar climas no lugar de um único e grande ambiente. Usei as pérgulas para controlar a iluminação do sol e produzir sombras nas paredes, dando mais aconchego aos espaços", diz.

Ambientes internos

Wilson Pinto aponta para o uso em ambientes internos da pérgula, como elemento decorativo e estratégico: as estruturas ajudam a esconder estojos de iluminação no forro. "Nos aeroportos, são feitas com peças de alumínio, que neutralizam a pesada iluminação das lâmpadas fluorescentes. Isso evita o chamado ofuscamento, provocado quando olhamos diretamente para a luz", comenta.

Revestimento

As coberturas e complementos para pérgulas dependem do gosto do dono. O paisagista Paulo Roberto Castellano, da Ecológica Paisagismo, recomenda o uso de palha de piaçava para cobrir pérgulas de bambu, dando continuidade ao ar zen. As trepadeiras – como maracujá, uva, cipó-de-são joão e bouganville – também são indicadas para estruturas de madeira, assim como o chão de pedriscos, espreguiçadeiras de bambu e mesas de alumínio. Mosaicos e tijolos também podem compor o piso, além do tradicional deque de madeira. Se a pérgula é fechada, Wilson Pinto indica coberturas de vidro, policarbonato ou tecidos, como a lona. Para criar um clima de luau para uma festa, por exemplo, a arquiteta Renata Mueller aconselha a cobertura com um tecido voile.

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