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Giro pelos bairros

O longe que ficou perto

Quando se mudou para a casa recém-construída no Taboão, bairro da Região Norte de Curitiba, em 1952, o então ferreiro Mario Straioto se orgulhava de atender todos os moradores das redondezas. "Eu conhecia um por um, desde o Abranches até Almirante Tamandaré", diz, referindo-se ao bairro e ao município que fazem divisa com o Taboão, que na época englobava o São Lourenço.

O metalúrgico, hoje com 77 anos, foi testemunha de um processo que o mercado imobiliário conhece bem: o bairro, por muito tempo considerado distante – apesar de estar a apenas sete quilômetros do marco zero da cidade, hoje começa a ser considerado próximo, atraindo novos empreendimentos. E, assim como em outros bairros vizinhos, como o São Lourenço, o Abranches e o Barreirinha, o Taboão atrai principalmente condomínios horizontais, os já populares "condomínios fechados".

Isso se deve basicamente às características de zoneamento que predominam na Região Norte da capital paranaense. Para preservar o espaço verde, a prefeitura proíbe a proliferação de prédios e de loteamentos com área reduzida. "Essa é uma das localidades que mais cresceu nos últimos anos, mas é um crescimento lento", afirma o sócio-gerente da Norvalpa Imóveis, Isidoro Canestraro. Segundo ele, o Taboão deve atrair muita atenção dos investidores. "O verde em abundância faz com o que o bairro tenha tudo para entrar na moda e, além disso, os preços são relativamente baixos."

Com um conjunto de fatores tão positivos, não é difícil encontrar gente disposta a investir ali. A H2A Imóveis lançou no ano passado seu primeiro empreendimento no Taboão, o Solar dos Girassóis, com 31 lotes urbanizados – metade dos quais já vendido. O interesse, diz a proprietária da H2A, Gilda Ilze Hinz, é estimulado pela relação custo/benefício do bairro. "É um lugar onde se consegue, com preço baixo, morar com a qualidade de outras regiões valorizadas, como o Campo Comprido", afirma.

E este interesse só tende a crescer. O diretor da Imobiliária Razão, Luiz Fernando Gottschild, afirma que o bairro está entre as próximas fronteiras de Curitiba a serem exploradas, além de abrigar o Parque Tanguá. "Curitiba é um município pequeno, as divisas já estão quase todas tomadas", analisa. Para ele, o Taboão é um lugar de futuro. "É uma região antiga, que ficou parada por muito tempo. Ali as famílias são tradicionais, mantêm suas chácaras. Mas agora vai entrar em franco desenvolvimento, graças aos condomínios."

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