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Condomínios

Se o problema mora ao lado

Há uma espécie de morador cada vez mais rara, à beira da extinção talvez: trata-se daquele que nunca se aborreceu com um vizinho. Música alta, lixo jogado sob a janela, pisadas barulhentas no pavimento superior, intrigas, atitudes bizarras nas áreas comuns e reformas fora de hora são alguns exemplos comuns de problemas que interrompem o descanso, atrapalham o lazer e irritam quem teve o azar de morar próximo de pessoas que desconhecem o significado do bem comum. Embora a lista dos possíveis problemas inerentes à rotina de quem habita no microcosmos de um condomínios seja longa, sua origem é única: o desrespeito às normas estabelecidas pela coletividade para o convívio harmonioso dentro de um mesmo espaço. Este desrespeito é a marca do vizinho anti-social.

O sócio-proprietário da Administração de Condomínios Nalc, Alessandro da Costa Nunes, conhece bem o problema. "Já vi acontecer quase de tudo nos conjuntos. De não fazer silêncio após às 22 horas, ter cão de grande porte no apartamento e jogar lixo pela janela que quebra o telhado do vizinho, até casos de pessoas que consomem drogas e infestam o ambiente alheio", lembra Nunes.

Para Walter Martusewicz, síndico de um condomínio horizontal, o tipo de residencial influencia na relação entre os vizinhos. "Nos verticais as pessoas costumam se isolar, como se vivessem em caixas. Nos horizontais elas se relacionam mais, têm mais contato, o que também pode dar margens a intrigas. Tanto, que o nosso maior problema aqui é a fofoca", ressalta o síndico.

Habituada com a rotina e os entreveros dos condomínios, Sandra Maria França Madruga – diretora da Administradora de Condomínios Sandra – aponta aquela que, na sua opinião, é a principal razão dos problemas de relacionamento entre vizinhos. "Acho que é, primeiramente, uma questão de educação, de cultura, algo que já vem de família, do conhecimento que se tem da lei e do respeito", explica.

Walter Martusewicz acredita que as respostas para resolver essas questões estão no diálogo e no bom senso. "Dependendo da gravidade do problema, pode ser mandada uma carta advertindo o morador. Aplicação de multa deve ser o último recurso", afirma. Sandra compartilha dessa opinião. "O que ameniza esses problemas é a cordialidade, é conhecer o vizinho e dar bom dia no elevador, por exemplo. São medidas simples que trazem muita melhoria ao ambiente. Com amizade se consegue muito", receita a administradora.

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