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Prática destacada com Menção Honrosa na categoria Ensino Fundamental I

Teia de Histórias; Clube do Livro Memorias Afetivas

Professora em uma sala de aula, sentada na cadeira com seu material sob a mesa.
(Foto: Imagem enviada pela professora Silvia Jaqueline)

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Há mais de 25 anos, o Ler e Pensar (LeP) contribui para transformar realidades educacionais por meio da leitura, da informação e das mídias, incentivando práticas que favorecem o protagonismo e a formação cidadã dos estudantes. Anualmente, o projeto mobiliza professores por meio da Ação Premiada, iniciativa que reconhece experiências pedagógicas significativas. Em 2026, a proposta foi “Leitura, Mídias e Ação – Conectando Infâncias e Juventudes Ativas”. 

Na Escola Municipal do Campo Santa Isabel, em Piên (PR), a professora Silvia Jaqueline dos Santos desenvolveu o projeto “Teia de Histórias: Clube do Livro – Memórias Afetivas”, que transforma experiências pessoais, lembranças familiares e histórias da comunidade em livros autorais. A iniciativa envolveu crianças do 2º, 3º e 5º anos do Ensino Fundamental e integrou leitura, escrita, arte, tecnologia e participação das famílias. 

A proposta começa com a leitura de obras como A Velha Misteriosa, de Ana Maria Machado; Não Confunda, de Eva Furnari; Ou Isto ou Aquilo, de Cecília Meireles; e O Caso do Bolinho, de Tatiana Belinky. A partir dessas histórias, as crianças participaram de rodas de conversa, brincadeiras com rimas, produções de poemas, atividades artísticas e encenações. As experiências estimularam a fluência leitora, a interpretação e a expressão criativa. 

Um dos destaques é a produção de livros personalizados, com temas próprios para cada turma. No 2º ano, a proposta foi criar "O Almanaque da Nossa Turma", reunindo informações sobre as crianças, seus gostos e suas preferências. No 3º ano, o livro "Memórias e Encantos de Piên: nossos lugares favoritos" convida a observar e descrever a cidade. Já o 5º ano desenvolveu "Teia de Histórias: Memórias Afetivas", com entrevistas a pessoas idosas da comunidade e relatos das famílias sobre a trajetória escolar das crianças. 

O processo envolveu oficinas de escrita e reescrita, ilustrações feitas à mão, fotografias e recursos de inteligência artificial no planejamento visual das capas. Com o apoio da plataforma Semeando Autores, as produções foram preparadas para publicação, permitindo que as crianças vivenciassem diferentes etapas da criação de um livro e reconhecessem seu papel como autoras. 

A participação estudantil também ultrapassou as páginas. As crianças elaboraram cartas e realizaram apresentações para mobilizar parceiros locais, contribuindo para a conquista de 150 sacolinhas de tecido destinadas à leitura em casa. A iniciativa também incluiu uma campanha de arrecadação de livros de literatura adulta para ampliar o acervo da escola e incentivar a leitura entre toda a comunidade escolar. 

O projeto também promoveu atividades de aproximação entre escola e família, como o “Caderno do Diálogo Positivo”, voltado à troca de mensagens de reconhecimento entre responsáveis e professores, e os “Desafios Saudáveis”, que incentivaram momentos de convivência familiar. A revitalização de espaços externos, com pintura artística e a criação de um ambiente para o clube de leitura e a roda de chimarrão, ampliou as oportunidades de encontro em torno dos livros. 

Para a professora, as atividades contribuíram para avanços na fluência leitora, na produção escrita e na capacidade de distinguir boatos de informações fundamentadas. O projeto também fortaleceu a participação das famílias e valorizou as memórias e a identidade cultural da comunidade. A ação planejou a Noite de Autógrafos, onde as crianças apresentaram suas obras a familiares, parceiros e convidados. 

Os materiais do Ler e Pensar, com o Leitores em Ação, as Dicas Pedagógicas, os textos da Gazeta do Povo e as formações pedagógicas, apoiaram o planejamento das atividades. A experiência mostrou como a leitura pode ir além da sala de aula e se tornar uma oportunidade de expressão, memória e participação comunitária. 

Parabenizamos a professora Silvia Jaqueline pela iniciativa de aproximar literatura, identidade local e vínculos familiares em uma experiência de autoria e colaboração. Ao transformar histórias de vida em livros, a prática valorizou as vozes das crianças e da comunidade e reforçou o papel da escola na formação de leitores, escritores e cidadãos participativos. 

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