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O mercado de trabalho vive uma transformação acelerada impulsionada pela Quarta Revolução Industrial. Máquinas inteligentes, automação e processos tecnológicos já fazem parte do cotidiano de diversos setores, e exigem profissionais capazes de acompanhar essas mudanças. A qualificação e o aperfeiçoamento deixaram de ser opcionais para se tornarem essenciais.
Pensando nessa realidade, alunos da 1ª série do Ensino Médio do Colégio Sesi participaram de um projeto que uniu teoria, prática e inovação tecnológica dentro de uma indústria madeireira de Palmas (PR). O município, conhecido por sua economia diversificada, tem na produção de compensados um de seus principais pilares, com exportações para vários países e crescente demanda por mão de obra especializada.
A Indústria de portas abertas
Antes da visita, os estudantes participaram de uma conversa orientada para compreender a importância do setor madeireiro. Questionamentos sobre o impacto econômico, os países compradores e as oportunidades de emprego ajudaram a contextualizar a atividade.
A visita técnica foi realizada na empresa PalmasComp, que abriu seu parque fabril para mostrar todas as etapas da produção: desde o cozimento das toras de pinus e eucalipto, passando pela fabricação e classificação das lâminas, colagem, montagem das chapas e aplicação de revestimentos. Os alunos também conheceram uma máquina importada do Japão, considerada uma das mais modernas da região, evidenciando o avanço tecnológico do setor.
O contato direto com o ambiente industrial — seus sons, ritmos, temperaturas e rotinas — proporcionou uma compreensão concreta do trabalho realizado pelos profissionais.
Tecnologia e Educação lado a lado
A experiência motivou a criação de um projeto inovador: um treinamento em Realidade Virtual (VR) para trabalhadores que ainda não conhecem o ambiente fabril. Os estudantes desenvolveram um protótipo que simula especialmente o setor de colagem, um dos que mais exige qualificação.
Foram feitas filmagens, entrevistas e observações detalhadas na empresa para que o simulador representasse com fidelidade o cotidiano da indústria. O VR permite treinar novos funcionários com segurança, baixo custo e imersão completa no ambiente — recurso que vem ganhando destaque em grandes centros, e agora também presente em Palmas.
Jovens criadores, não apenas observadores
O projeto mostrou que a inovação pode nascer dentro da escola e se conectar diretamente às necessidades da comunidade. Em vez de apenas observar, os alunos atuaram como criadores de soluções, compreendendo que o futuro do trabalho envolve a união entre conhecimento técnico, tecnologia e habilidades emocionais, como comunicação e proatividade.
Uma experiência que marca
A vivência na indústria madeireira deixará marcas duradouras nos estudantes. Ver de perto o processo produtivo, sentir o calor das máquinas e entender a complexidade do trabalho foi mais enriquecedor do que qualquer explicação teórica. A iniciativa reforça que a mudança na formação profissional começa na sala de aula e se estende para toda a sociedade.



