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Estados Unidos

Acidente aéreo faz Nova Iorque relembrar o 11 de setembro

Nova Iorque – Um monomotor Cirrus SR20 bateu em um prédio residencial no Upper East Side, área nobre da ilha de Manhattan, em Nova Iorque, ontem, fazendo a cidade relembrar os trágicos atentados de 11 de setembro de 2001, quando aviões comerciais seqüestrados por terroristas foram jogados contra as torres gêmeas do World Trade Center, no sul de Manhattan. Os atentados de cinco anos atrás, que incluíram ainda um ataque ao Pentágono e a derrubada de um avião na Pensilvânia, causaram quase 3 mil mortes.

As autoridades descartaram qualquer ligação do acidente de ontem com terrorismo e, por isso, não elevaram o nível de alerta de segurança. No entanto, esquadrões do FBI – a polícia federal dos EUA – passaram a sobrevoar pontos considerados vulneráveis em todo o país.

A colisão contra o 40.º andar do edifício The Belaire, que fica na esquina da Avenida York com a rua 72, ocorreu às 14h42 (15h42 no Brasil), cerca de 15 minutos depois de o monomotor ter decolado do aeroporto de Terterboro, em Nova Jérsei.

Nesse momento, o avião estava sob comando do jogador de beisebol Cory Lidle, 34 anos, que atuava no New York Yankees, e era dono do Cirrus. Lidle, cujos documentos foram encontrados na calçada, diante do prédio, teria tirado o brevê para pilotar sete meses atrás. A morte do piloto e de uma segunda pessoa – provavelmente um instrutor de vôo – foram confirmadas pela polícia horas após o acidente. Boatos indicando outras duas mortes não puderam ser confirmados. O prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg, declarou que nenhum morador do prédio foi atingido, mas que 11 bombeiros tiveram ferimentos leves durante o resgate, que durou pouco mais de uma hora e meia.

As chamas e a fumaça indicavam, de longe, a localização do prédio de 50 andares, construído em 1986, e onde um único apartamento vale US$ 1 milhão. Pelo menos três outros prédios das redondezas foram esvaziados. Ruas e avenidas no raio de um quilômetro do condomínio foram cercadas e mais de uma centena de bombeiros trabalharam no local. Até por volta das 17 horas, quando Bloomberg confirmou o acidente com o pequeno avião, ninguém sabia do que se tratava e a lembrança do 11 de setembro de 2001 foi inevitável.

Nas ruas, todos se perguntavam se aquilo estava acontecendo de novo e muitos falavam no celular para tranqüilizar a família.

O Cirrus SR20, que tem capacidade para quatro pessoas, teria perdido contato com a torre de controle do tráfego aéreo pouco depois de acusar problemas com o tanque de combustível. Outra versão indica que o vôo era manual e que não houve nenhum contato com a torre. As autoridades ainda apuram as causas do acidente.

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