A Nasa abriu nesta semana o período de candidaturas para quem deseja ser astronauta. O diretor da Nasa, Charles Bolden, realizou o anúncio em entrevista coletiva acompanhado de cinco astronautas que acabaram de se formar no último curso realizado pela agência, em 2009.
"Há 50 anos, os astronautas americanos lideraram a exploração de nosso sistema solar", disse Bolden, acrescentando que "continuará sendo assim durante os próximos 50 anos porque as missões espaciais humanas continuam sendo o motor da Nasa".
A turma de 2009 é a primeira que se formou em uma nova era de voos espaciais para os EUA, após a aposentadoria dos ônibus espaciais, depois de 30 anos de aventuras.
Nesta nova etapa, a Nasa conta com uma empresa privada, que trabalha em uma nave que possa transportar uma tripulação à Estação Espacial Internacional, enquanto a agência está desenvolvendo um veículo que consiga voar além da órbita terrestre, rumo a um asteroide ou a Marte.
Com o lema "Nasa, onde o céu não é o limite", a agência espacial americana espera poder incluir em suas fileiras entre nove e 15 astronautas, que serão escolhidos no início de 2013.
Os candidatos, cidadãos americanos e maiores de idade, devem ter uma titulação acadêmica superior de uma "instituição credenciada" em Engenharia, Biologia, Física ou Matemática. É necessário ter uma estatura entre 1,57 e 1,90 metro, boa pressão sanguínea e uma visão perfeita. O salário oscilará entre US$ 64.724 e US$ 141.715 anuais.
Dos milhares de solicitações que a Nasa recebe, pouquíssimas são escolhidas para o programa intensivo de treinamento de astronautas. Até hoje, apenas 330 pessoas foram selecionadas.
Experimento atesta existência de neutrinos, partículas que viajam mais rápido que a luz
Um segundo teste, aperfeiçoado, feito pelos pesquisadores ligados ao experimento Opera confirmou a existência de neutrinos, um tipo de partículas subatômicas que viaja mais rápido do que a luz, algo que a física considerava impossível até o momento.
Os resultados desse segundo teste dos especialistas do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN, na sigla em inglês), com sede em Genebra, na Suíça, foram publicados nos arquivos da americana Cornell University.
Os cientistas introduziram no túnel de 730 quilômetros que liga o CERN ao laboratório de Gran Sasso, na Itália, feixes com neutrinos menos duráveis do que em outros testes, já que a duração dos anteriores era considerada a razão de um possível erro de medição.
Os feixes que provocavam a dúvida tinham uma vida de 10 milionésimos de segundo 160 vezes a mais do que a diferença entre a velocidade dos neutrinos e a da luz , o que, para alguns especialistas, poderia ser a causa da divergência.
O CERN ajustou a maneira de produzir os feixes dessas subpartículas, o que gerou elementos com uma duração de apenas três milionésimos de segundo.
O resultado, assinado por 200 especialistas, foi o mesmo: houve neutrinos que chegaram a Gran Sasso antes da luz, que viaja a 299.792.458 metros por segundo.



