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Justiça francesa

Airbus e Air France são consideradas culpadas por queda de avião que partiu do Rio em 2009

Destroços do avião são removidos em operação de busca e resgate no Oceano Atlântico, em junho de 2009 (Foto: Marinha do Brasil/Wikimedia Commons)

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Um tribunal de apelações de Paris considerou nesta quinta-feira (21) a fabricante de aviões Airbus e a companhia aérea Air France culpadas de homicídio culposo corporativo pela queda do voo AF447, acidente aéreo ocorrido em 2009 e no qual morreram 228 passageiros e tripulantes.

O acidente ocorreu na noite de 31 de maio para 1º de junho de 2009, quando a aeronave, que havia partido do Rio de Janeiro com destino a Paris, caiu no Oceano Atlântico, a cerca de mil quilômetros da costa brasileira.

Segundo informações da agência Reuters, após oito semanas de julgamento, as empresas foram condenadas a pagar a multa máxima por homicídio culposo corporativo, 225 mil euros cada (cerca de R$ 1,3 milhão), valor basicamente simbólico, considerando-se o faturamento anual de ambas.

A Airbus e a Air France negam as acusações e os advogados da fabricante de aviões anunciaram nesta quinta-feira que apresentarão um recurso ao Tribunal Supremo da França. Em 2023, uma corte de primeira instância havia absolvido as duas empresas.

Segundo informações da agência EFE, na leitura da sentença, a juíza considerou ambas as empresas culpadas por não terem feito o suficiente para evitar o desastre, um dos mais graves da história recente da aviação mundial.

A decisão, muito esperada pelos familiares, ocorre 17 anos após o acidente, que foi desencadeado por uma falha no dispositivo de navegação da aeronave, que congelou. Devido a isso, os pilotos receberam informações de navegação errôneas que resultaram na queda do avião.

A Airbus foi condenada por não oferecer um dispositivo com garantias de segurança suficientes, enquanto a Air France foi punida por não fornecer o treinamento necessário aos seus pilotos, relatou a EFE.

A bordo do voo estavam franceses (72 pessoas), brasileiros (58), alemães (26) e cidadãos de outras 29 nacionalidades. Nas operações de busca e resgate, 154 corpos foram localizados; os 74 restantes não foram encontrados.

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