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O ex-ministro do regime venezuelano e empresário colombiano Alex Saab foi preso nesta quarta-feira (4) durante uma operação conjunta das autoridades da Venezuela com o FBI, realizada pela madrugada, segundo informações confirmadas pela imprensa da Colômbia.
De acordo com a Caracol Radio, Saab foi detido em Caracas e neste momento está sob custódia do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) enquanto é avaliada a possibilidade de sua extradição para os Estados Unidos. A mesma operação também teria resultado na captura do advogado venezuelano Raúl Belisario Gorrín - acusado pelas autoridades dos Estados Unidos de violações à Lei de Práticas de Corrupção no Exterior e de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro -, segundo o portal venezuelano Alberto News.
Saab ocupava um cargo ministerial enquanto o ditador Nicolás Maduro estava no poder, antes de ser capturado em janeiro pelos EUA. Ele chefiou o Ministério de Indústrias e Produção Nacional e, posteriormente, o de Comércio Nacional. Saab é apontado como um dos principais operadores financeiros ligados ao regime chavista, associado a esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro.
Saab já havia sido preso em 2020, em Cabo Verde, e extraditado aos Estados Unidos em 2021, onde respondeu a acusações de conspiração para lavagem de dinheiro e participação em esquemas de corrupção ligados ao fornecimento de alimentos subsidiados. Ele permaneceu preso no país até dezembro de 2023, quando foi libertado no contexto de uma troca de prisioneiros autorizada pelo então presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.
Em março de 2024, a Justiça americana desestimou definitivamente todos os oito processos que pesavam contra Saab, decisão assinada pelo juiz federal Robert Scola, encerrando formalmente as acusações de lavagem de dinheiro e corrupção naquele momento.
Segundo o perfil traçado pela organização InSight Crime, Saab é apontado por autoridades internacionais como um dos principais operadores financeiros ligados ao regime de Nicolás Maduro, acusado de integrar esquemas multimilionários de corrupção e desvio de recursos públicos venezuelanos para contas no exterior.







