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Ciência

Alta energia detectada na Nebulosa do Caranguejo surpreende astrônomos

Astrônomos detectaram raios gama vindos do pulsar com energia acima de 100 gigaeletronvolts, um milhão de vezes mais potentes que os raios-x usados em hospitais

O pulsar da Nebulosa do Caranguejo é o vestígio da explosão de uma supernova registrada na Terra em 1054 | EFE/David A. Aguilar/NASA
O pulsar da Nebulosa do Caranguejo é o vestígio da explosão de uma supernova registrada na Terra em 1054 (Foto: EFE/David A. Aguilar/NASA)

Há quase mil anos, em 1054, uma brilhante luz no céu que podia ser vista até durante o dia maravilhou observadores ao redor do mundo. Hoje, sabe-se que eles testemunharam uma supernova, a gigantesca explosão de uma estrela maciça, cujos restos ficaram conhecidos como Nebulosa do Caranguejo.

Ainda hoje, o pulsar resultante desta explosão, no centro da nebulosa, continua a surpreender os cientistas emitindo jatos de raios gama para o espaço com energias muito acima das esperadas. Os pulsares são objetos supercompactos nos quais os campos magnéticos de uma estrela de nêutrons em rotação a altas velocidades emitem radiação a intervalos regulares, ou pulsos.

Neste caso, os astrônomos detectaram raios gama vindos do pulsar com energia acima de 100 bilhões de eletronvolts, ou 100 gigaeletronvolts (100 GeV), um milhão de vezes mais potentes que os raios-x usados em hospitais.

"Se você perguntasse há um ano aos teóricos se veríamos pulsos de raios gama tão energizados, quase todos diriam que não", conta Martin Schroedter, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos EUA, e um dos autores de estudo sobre o pulsar, publicado na edição desta semana da revista "Science".

"Não há uma teoria que dê conta do que estamos observando", afirmou. Agora, Schroedter e equipe estão buscando explicações para o fenômeno. Para isso, no entanto, será preciso obter mais dados sobre o comportamento do pulsar, contou o cientista.

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