Duas americanas foram internadas na Rússia devido a um envenenamento de tálio, informou a rede CNN. Marina Kovalevsky, de 42 anos, e sua filha Yana, de 26, deixaram o Hospital Sklifosovsky, em Moscou, na manhã desta quarta-feira, e se preparam para voltar para os Estados Unidos. Em novembro, o ex-agente secreto russo Alexander Litvinenko morreu três semanas após ingerir polônio 210, em Londres.
Pela manhã, a embaixada americana confirmou que a mulher foi possivelmente envenenada por tálio, que é uma substância radioativa. De acordo com a agência de notícias russa RIA-Novosti, o médico russo Nikolai Filatov também confirmou o envenenamento. Diplomatas americanos visitaram mãe e filha no hospital e afirmaram que fizeram contato com parentes das duas na própria Rússia.
Segundo a imprensa local, Marina e Yana emigraram para os EUA em 1989 - quando ainda existia a União Soviética - voltando com freqüência para visitar parentes. Há informações de que as duas teriam chegado ao país em meados de fevereiro para um casamento.
Autoridades russas estão investigando como elas teriam sido envenenadas. Os sintomas obtidos na ingestão da substância são desidratação, complicações no coração e queda de cabelo.
O tálio não tem cor nem sabor e pode ser fatal quando ingerido na pequena quantidade de um grama. O elemento é altamente tóxico e por isso chegou a ser usado como produto para matar ratos e insetos. Há indícios de que cause câncer em seres humanos e atualmente é usado em detectores de radiação infravermelha, radiação gama, e em medicina nuclear. É encontrado e obtido a partir do mineral pirita e, também, é um subproduto de minérios de chumbo e zinco.Tal elemento foi descoberto por Sir William Crookes em 1861, na Inglaterra, por análise espectroscópica.
Conhecida por ser utilizada em assassinatos, a substância já foi usada por Saddam Houssein em diversas ocasiões. A CIA (agência de inteligência americana) também considerou utilizá-la para matar Fidel Castro.



