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“Anjo da bondade”

Angelina Jolie visita refugiados sírios na Turquia

Angelina Jolie na chegada em campo de refugiados sírios na Turquia | Umit Bektas/Reuters
Angelina Jolie na chegada em campo de refugiados sírios na Turquia (Foto: Umit Bektas/Reuters)

A estrela de cinema Angelina Jolie visitou ontem milhares de sírios refugiados em acampamentos na Turquia. Antes de sua chegada, em outro campo, o de de Yayladagi, alguns abrigados iniciaram uma greve de fome contra as restrições impostas por autoridades turcas.

Os refugiados do campo de Altinozu, que abriga cerca de 1.400 pessoas, aplaudiram a chegada de Jolie, acompanhada de um grande comboio de veículos. "Abaixo o regime sírio", gritavam em árabe. Um banner colocado na entrada do acampamento em inglês dizia: "Anjo da bondade no mundo, bem-vindo".

Uma multidão reuniu-se do lado de fora das tendas para ver melhor Angelina Jolie, conhecida por seu trabalho humanitário e que realizou uma visita-surpresa ao Afeganistão em março, também a acampamentos.

Os refugiados realizaram logo depois uma passeata atrás de um caixão com as inscrições "A comunidade dos Estados Árabes" e "a consciência da Rússia e da China" – uma referência a todos os países que se opõem à resolução da ONU condenando a repressão na Síria. Eles também levantaram cartazes chamando o líder sírio Bashar al-Assad de "assassino de crianças" e pedindo que o mundo proteja a cidade de Jisr al-Shughur, onde confrontos sangrentos levaram a um êxodo em direção à Turquia.

Forças de segurança sírias abriram fogo ontem contra milhares de manifestantes matando um adolescente e pelo menos outros 15 civis, enquanto surgem novas denúncias de homicídios indiscriminados e execuções sumárias pelo regime de Damasco, que busca suprimir um movimento pela democracia.

Ativistas pelos direitos humanos dizem que mais de 1.400 sírios foram mortos e 10 mil detidos enquanto Assad tenta desesperadamente se manter no poder.

"Qual é nosso crime? Nós só exigimos liberdade e democracia, nada mais", disse Mohamed, de 27 anos, que falou em condição de anonimato de um campo de refugiados na vizinha Turquia.

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