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Após 7 meses, WikiLeaks volta a receber doações

A Visa e a MasterCard suspenderam os repasses ao WikiLeaks no início de dezembro do ano passado, pouco depois de o site ter publicado cerca de 250 mil telegramas diplomáticos secretos norte-americanos

O site dedicado à divulgação de informações secretas WikiLeaks voltou a receber dinheiro por intermédio das operadoras de cartões de crédito Visa e MasterCard, após sete meses de embargo financeiro, afirmou Andreas Fink, executivo-chefe da processadora de pagamentos islandesa DataCell.

A Visa e a MasterCard suspenderam os repasses ao WikiLeaks no início de dezembro do ano passado, pouco depois de o site ter publicado cerca de 250 mil telegramas diplomáticos secretos norte-americanos. Mais cedo hoje, um advogado do WikiLeaks havia informado que o site estava adiando a abertura de uma queixa formal na Comissão Europeia contra a Visa e a MasterCard, na expectativa de que conseguisse fazer um acordo com essas empresas. "A Visa pediu um prazo para responder às nossas demandas", disse Svein Andri Sveinsson, que trabalha em Reykjavik, capital islandesa.

Inicialmente, a reclamação formal seria feita hoje. Segundo o WikiLeaks, o embargo das operadores custa ao site 130 mil euros por dia. A AP buscou contato por e-mail e telefone com a MasterCard, mas não obteve até o momento uma posição da gigante dos cartões de crédito. Simon Kleine, porta-voz da Visa Europa, disse não ter conhecimento de que os repasses tenham sido autorizados e informou que o caso está sendo investigado. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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