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Mais de 40 países concordaram nesta quinta-feira (2) em explorar a possibilidade de impor sanções ao Irã caso o país mantenha o Estreito de Ormuz fechado, e rejeitaram qualquer tentativa de impor pedágios a navios que transitem por essa via navegável estratégica, segundo um comunicado divulgado após uma reunião virtual convocada pelo Reino Unido.
Os governos participantes, presididos pela ministra das Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper, enfatizaram sua determinação em "garantir a liberdade de navegação e reabrir" a via navegável, que Teerã mantém praticamente fechada desde que os EUA e Israel lançaram sua ofensiva contra o Irã em 28 de fevereiro. O Irã respondeu com ataques a navios que navegavam pelo Golfo Pérsico.
Na última terça-feira, a Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano aprovou um projeto de lei que estabelece pedágios para o Estreito de Ormuz, sem especificar o valor, e proíbe o trânsito de embarcações americanas e israelenses.
A agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, indicou que o pagamento poderia chegar a dois milhões de dólares (1,7 milhão de euros) por embarcação ou a um sistema baseado na carga, semelhante ao do Canal de Suez.
A declaração divulgada em Londres ressalta que o estreito é "um dos corredores marítimos mais importantes do mundo", usado para transportar suprimentos vitais, como fertilizantes para a África e hidrocarbonetos que abastecem residências, transporte aéreo e o comércio internacional.
Os países aliados discutiram o aumento da pressão diplomática e a "exploração de medidas econômicas e políticas coordenadas, como sanções, caso o estreito permaneça fechado".
A declaração também enfatiza que cooperarão com a Organização Marítima Internacional (OMI) para "garantir a libertação de milhares de navios e marinheiros presos no estreito".
O Secretário-Geral da OMI, Arsenio Domínguez, que também participou da reunião, pediu que se evitem "respostas fragmentadas" e que se busquem soluções "práticas e neutras" para libertar os cerca de 2.000 navios com aproximadamente 20.000 marinheiros a bordo, retidos no Golfo desde o início do conflito.








