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Soldado israelita de uma tropa de artilharia segura penas azuis e brancas que foram dadas por civis que visitaram seu acampamento perto da fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza, pouco antes do início do semanário judeu "Shabat" | Shay Shmueli / AFP Photo
Soldado israelita de uma tropa de artilharia segura penas azuis e brancas que foram dadas por civis que visitaram seu acampamento perto da fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza, pouco antes do início do semanário judeu "Shabat"| Foto: Shay Shmueli / AFP Photo

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A agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA) anunciou nesta sexta-feira (9) que vai retomar suas atividades de ajuda humanitária na Faixa de Gaza o mais rápido possivel, depois de ter recebido garantias de Israel de que seu pessoal será respeitado pelas tropas.

"A ONU recebeu garantias críveis de que a segurança de seu pessoal, instalações e operações humanitárias seria totalmente respeitada", disse em Nova YorkMichele Montas, porta-voz da entidade.

As atividades da agência estavam suspensas desde quinta-feira (8), depois que um ataque a um comboio que levava ajuda humanitária matou dois motoristas palestinos. A ONU atribuiu o ataque ao Exército de Israel.

Os ataques da aviação e da artilharia de Israel à Faixa de Gaza continuaram nesta sexta, e ativistas palestinos lançaram 15 foguetes a partir de Gaza contra o território israelense, depois que Israel e o movimento islâmico Hamas rejeitaram a resolução do Conselho de Segurança da ONU que pedia o fim imediato do confronto.

Depois de 14 dias de combate, 763 pessoas morreram do lado palestino, e os feridos ultrapassam 3.100. Do lado de Israel, 13 pessoas morreram e 154 pessoas ficaram feridas, 123 delas sem gravidade.

Navios de guerra israelenses bombardearam durante a madrugada vários objetivos na costa da Faixa de Gaza, matando ao menos 16 pessoas.

Os foguetes palestinos, do tipo Grad, caíram no sul do país, em Ashdod e Beer Sheba (a 40 km da Faixa de Gaza), ferindo uma pessoa.

Israel interrompeu novamente nesta sexta as operações militares na Faixa de Gaza, obedecendo a sua determinação de respeitar as três horas diárias de cessar-fogo por razões humanitárias, informou um porta-voz militar. Mas, segundo testemunhas, os confrontos em terra prosseguiram mesmo durante a trégua.

Tanques dispararam contra alvos do Hamas em Jabalia, Beit Lahya e no bairro de Zeitun, na Cidade de Gaza. Em Jabalia, um dos projéteis caiu em uma carpintaria ao lado de um posto de gasolina, causando um grande incêndio.

Israel já havia interrompido na quarta e quinta-feira seus bombardeios na região para permitir que a população se reorganize. Israel, além disso, permitiu a passagem de um comboio de 50 caminhões de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza.

Sem trégua

O primeiro-ministro israelense Ehud Olmert afirmou que Israel vai prosseguir com sua campanha militar em Gaza apesar da resolução de cessar-fogo imediato tomada pelo Conselho de Segurança da ONU.

Olmert argumentou que os palestinos continuaram lançando foguetes sobre o território israelense. Segundo ele, o Exército continuaria defendendo Israel. "O lançamento de foguetes nesta manhã só mostra que a decisão da ONU é impraticável e não será cumprida pelas organizações palestinas assassinas", disse ele em comunicado.

Mais tarde, o gabinete de segurança de Israel confirmou a continuidade dos ataques.

Na noite de quinta, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução que pedia cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza, a retirada das tropas israelenses e a entrada sem impedimentos de ajuda humanitária no território palestino.

A resolução 1860, aprovada por 14 votos a favor com abstenção dos Estados Unidos, assinala a "urgência" e "faz um apelo ao cessar-fogo imediato, duradouro e plenamente respeitado, que leve à completa retirada das forças israelenses de Gaza."

O documento defende ainda uma paz baseada na visão de uma região onde dois estados democráticos, Israel e Palestina, convivam em paz, com fronteiras seguras e reconhecidas.

O Hamas rejeitou a resolução do Conselho de Segurança, afirmou, no Líbano, Raafat Morra, dirigente do movimento islâmico. "Esta resolução não leva em conta as aspirações nem os principais objetivos do povo palestino", insistiu.

Mais cedo, outro alto dirigente do Hamas afirmou que a resolução não afeta o grupo, apesar de não ter rejeitado o texto de modo explícito.

"Apesar de sermos os principais atores na Faixa de Gaza, ninguém nos consultou sobre esta resolução e não levaram em consideração nossa visão, nem os interesses de nosso povo", afirmou à agência de notícias France Presse Ayman Taha, alto dirigente do Hamas.

"Em consequência, consideramos que a resolução não nos diz respeito e, quando as partes pretenderem aplicá-la, deverão tratar com os que são responsáveis pela região", acrescentou, em uma referência ao Hamas.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, afirmou que a resolução constitui um "passo importante", apesar de achar que o que conta é sua aplicação.

"O presidente Abbas acha que esta resolução é um passo importante, mas que o que faz alta agora é que essa resolução seja aplicada com o cessar da agressão, a retirada do Exército israelense da Faixa de Gaza e o fim do sofrimento dos cidadãos", afirmou seu porta-voz, Nabil Abu Rudeina.

Negociação segue

Uma delegação de três líderes do Hamas deixou Gaza nesta sexta e chegou ao Egito para negociar a paz, informou o movimento. Ela inclui o líder político Jamal Abu Hashem, o líder parlamentar Salah al-Bardaweel e Ayman Taha. O Hamas não informou como eles conseguiram passar a fronteira.

A situação humanitária é grave em Gaza, segundo testemunhas, a agência da ONU que cuida dos refugiados palestinos e organizações não-governamentais que atuam na área.

O serviço médico palestino estima que cerca de um terço dos mortos tenham menos de 16 anos.

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