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Internacional

Arcebispo sofre ataques após rezar por Trump e responde: “Eu estava sendo um padre católico”

Imagem mostra um padre lendo um trecho da Bíblia Sagrada.
Dedicados à evangelização e ao cuidado pastoral, os sacerdotes desempenham um papel central no fortalecimento da fé e na vida comunitária da Igreja Católica. (Foto: Pixabay / Monika Robak)

O arcebispo de Denver, dom James Golka, defendeu nesta semana sua participação em um evento de oração com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval, citando o encontro como uma oportunidade de orar publicamente e evangelizar a fé. Golka, que foi instalado na Arquidiocese de Denver em março após servir como bispo de Colorado Springs por vários anos, conduziu uma oração durante um encontro em 22 de outubro no Salão Oval entre Trump e vários bispos americanos. Durante o encontro, o arcebispo orou em parte para que o Espírito Santo "cercasse nosso país, para nos proteger contra qualquer influência do mal".

O evento de oração gerou alguma reação negativa por parte de críticos que argumentaram que se tratava de uma oportunidade de foto politicamente motivada por parte da Casa Branca. Golka disse nesta semana que "sabia que as pessoas poderiam ficar chateadas" com o evento e que ele poderia ser "usado para fins políticos". "Mas enquanto eu rezava sobre isso, pensei que é isso que os católicos fazem. Nós rezamos pelas pessoas. Não importa se concordamos ou discordamos de qualquer coisa, sempre rezamos por nosso país e líderes", disse ele em declarações ao Denver Catholic.

Golka disse que durante o encontro articulou os ensinamentos da Igreja ao presidente. "Como católicos, somos chamados a compartilhar nossa fé na estação e fora de estação e a testemunhar a dignidade de cada pessoa humana", disse ele ao Denver Catholic. Ele negou que o evento, incluindo o vídeo da oração compartilhado nas redes sociais, constituísse um "endosso" ao presidente. "Essa nunca foi minha intenção", disse. "Os bispos dos Estados Unidos ensinam que a Igreja não pode defender nenhum candidato ou partido", disse. "Eu me atenho a isso. Não importa como você vote, você pertence em última análise a Jesus, que te ama infinitamente mais do que você pode imaginar."

O arcebispo disse que recebeu críticas de amigos sobre a decisão e que respondeu dizendo a eles: "Eu estava sendo um padre católico". Ele se descreveu como "de coração partido" com a raiva sobre o evento. Ele instou os cristãos a "olhar além das manchetes, que muitas vezes são elaboradas para provocar, em direção à verdade completa". "Vou continuar rezando por nosso presidente, nosso governador e todos que servem em cargos públicos, independentemente de seu partido ou posição sobre tópicos divisivos", disse. A Arquidiocese de Denver disse após o evento que rezar por líderes públicos "é uma longa prática católica" que remonta à Era Apostólica.

©2026 Catholic News Agency. Publicado com permissão. Original em inglês: Denver archbishop responds to criticism over Trump prayer meeting: ‘I was being a Catholic priest’ https://www.ewtnnews.com/world/us/denver-archbishop-responds-to-criticism-over-trump-prayer-meeting-i-was-being-a-catholic-priest

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