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Ásia

Áreas inundadas na China enfrentam mais chuva; há 365 mortos

Cerca de 147 pessoas ainda estão desaparecidas e mais de 2,4 milhões foram deslocadas

Áreas atingidas por enchentes no sul da China enfrentavam mais chuvas nesta quinta-feira, depois da morte de ao menos 365 pessoas em consequência das inundações e deslizamentos de terra que destruíram rodovias e ferrovias.

O governo enviou tropas, alimentos e barracas às regiões atingidas, onde milhões de moradores foram desalojados pelas fortes chuvas registradas há uma semana que sobrecarregaram os reservatórios e causaram perdas econômicas de cerca de 70,9 bilhões de yuanes (10,4 bilhões de dólares).

O premiê Wen Jiabao visitou Fuzhou, cidade na província de Jiangxi no centro do desastre, para se encontrar com moradores e pressionar as milhares de tropas e membros de equipes de resgate, disse a agência de notícias Xinhua.

O governo liderado pelo Partido Comunista montou uma demonstração amplamente promovida de unidade nacional contra a adversidade.

A ameaça da inundação ainda não terminou. Equipes de resgate na cidade de Changkai, próximo a Fuzhou, foram atrapalhadas pelas chuvas ao tentarem alcançar moradores ilhados em cidades e vilarejos. Espera-se que mais chuvas atinjam a região.

"Nossos dois barcos sairão hoje para resgatar pessoas. Mas a dificuldade de realizar nosso trabalho de resgate aumentará hoje em comparação aos dias em que não estava chovendo", disse um membro civil do resgate, Zhou Fuyu,

"A chuva afeta a visibilidade e também cria dificuldades na hora de manobrar o barco."

O reservatório de Changkai próximo a Fuzhou sofreu uma nova ruptura na quarta-feira. Cerca de 100 mil moradores fugiram depois do primeiro rompimento da parede na noite de segunda-feira.

O governo espera que as rupturas sejam consertadas em seis dias, disse a Xinhua, mas a chuva incessante poderia dificultar esse trabalho, que começa na sexta-feira.

O governo disse que chuvas fortes em grande parte do sul da China nesta última semana mataram ao menos 365 pessoas e deixaram mais 147 desaparecidas.

Mais de 2,4 milhões de pessoas foram deslocadas, apesar de muitos terem saído apenas para locais próximos.

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