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Disputa territorial

Argentina acusa envio de arma nuclear às Malvinas

Governo argentino denuncia nas Nações Unidas a militarização do Atlântico Sul por parte da Grã-Bretanha

Argentinos protestam contra o Reino Unido diante da embaixada britânica em Buenos Aires | Marcos Brindicci/Reuters
Argentinos protestam contra o Reino Unido diante da embaixada britânica em Buenos Aires (Foto: Marcos Brindicci/Reuters)

O governo da Argentina acusou ontem na ONU o Reino Unido de enviar armas nucleares para as Ilhas Malvinas e de manter no arquipélago um sistema militar de controle do Atlântico Sul, desde a Amazônia até a Antártida e desde a costa oriental sul-americana à costa ocidental africana, assim como os acessos entre os oceanos Atlântico e Pacífico e Atlân­­tico e Índico. A denúncia foi feita pelo ministro de Relações Exteriores da Argentina, Héctor Timerman, na sede das Nações Unidas, em Nova York.Timerman apresentou um documento detalhado da ação militar britânica nas Malvinas, que aponta o aumento da presença das Forças Armadas na re­­gião. "O orçamento militar in­­glês foi reduzido em todo o mundo, me­­nos nas Malvinas", acusou o chan­­celer durante en­­trevista coletiva que foi transmitida ao vivo pelas emissoras de tevê da Argentina.

Segundo ele, "os exemplos mais notáveis da militarização por par­­te do Reino Unido são a recente in­­corporação ao sistema bélico das Malvinas de um destroier HMS Dauntless tipo 45 e de aviões Ty­­phoon II com mís­­seis Taurus e o envio de um submarino nuclear".

O submarino com propulsão nuclear, segundo detalhou o ministro, tem capacidade para transportar armamento nuclear. "Informações recebidas pela Ar­­gentina através de fontes indicam que se trataria do submarino Vanguard", disse ele, queixando-se da falta de confirmação do governo britânico sobre o assunto. Timerman também disse que os aviões Typhoon Eurofighter, que realizam exercícios na base aérea das Malvinas, são do mesmo modelo usado na Líbia, no Afeganistão e no Iraque.

"Por que esse tipo de avião se encontra na nossa região? Ne­­nhum país da América do Sul dispõe dessa capacidade bélica", reclamou o ministro argentino. Ele disse que os pilotos britânicos são treinados nesses aviões para depois serem enviados a zonas de conflito. Timerman disse ainda que os britânicos estão realizando no arquipélago provas com o míssil Taurus, com um alcance de até 500 km. "Combinado com o avião Typhoon II, o míssil se transforma na arma mais ofensiva e letal em operação no Atlân­­tico Sul, que pode alcançar grande parte da Argentina e do Chile, o Uruguai e o Brasil", afirmou.

Na quarta-feira, a presidente Cristina Kirchner havia dito que a região possui a maior reserva de recursos naturais do planeta e que as guerras futuras serão por esses recursos.

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