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O governo do presidente argentino Javier Milei classificou cinco organizações criminosas e guerrilheiras da América Latina como terroristas, incluindo dois cartéis mexicanos e grupos armados de extrema esquerda da Colômbia. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (21) pela Presidência argentina e oficializada nesta quinta (22), por meio de uma resolução publicada no Diário Oficial do país.
A medida atinge o Cartel de Sinaloa e a Nova Família Michoacana, ambos do México; as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP) e o Exército de Libertação Nacional (ELN), da Colômbia; e a organização criminosa equatoriana Los Tiguerones.
As cinco organizações serão incluídas no Registro Público de Pessoas e Entidades Vinculadas a Atos de Terrorismo e seu Financiamento (RePET). A classificação permite ampliar o monitoramento de suas atividades financeiras, aplicar medidas de bloqueio de bens nos casos previstos na legislação e facilitar a troca de informações com autoridades de outros países.
Em comunicado, a Presidência argentina afirmou que o Cartel de Sinaloa atua no narcotráfico internacional, contrabando e sequestros para extorsão. Já a Nova Família Michoacana foi associada ao tráfico de drogas e à mineração ilegal. O governo apontou o Los Tiguerones como uma das organizações criminosas mais violentas do Equador, com envolvimento em assassinatos por encomenda.
Sobre as FARC-EP e o ELN, o governo Milei afirmou que se trata de "organizações guerrilheiras insurgentes de extrema esquerda", ligadas à ideologia marxista-leninista e à luta armada. A classificação das FARC-EP abrange estruturas dissidentes que continuam atuando na Colômbia após o acordo de paz de 2016.
Segundo a Presidência, a expansão regional dessas organizações e a possibilidade de suas atividades alcançarem o território argentino representam uma ameaça à segurança nacional.
A decisão foi tomada em conjunto pelos ministérios da Segurança, das Relações Exteriores e da Justiça, além da Secretaria de Inteligência de Estado (SIDE).
"O presidente Javier Milei reafirma seu compromisso inabalável com a luta contra o terrorismo e o crime organizado transnacional", declarou a Presidência argentina no comunicado.
A medida acompanha outras decisões recentes do governo argentino. Em março, Milei já havia classificado o Cartel Jalisco Nova Geração, do México, como organização terrorista. Em agosto, foi a vez dos Chone Killers, grupo criminoso equatoriano.
A nova classificação também ocorre em meio ao estreitamento da cooperação com os Estados Unidos. No início de outubro, Washington anunciou a criação de uma unidade regional do Escritório de Assuntos Internacionais de Narcóticos e Aplicação da Lei (INL) na Argentina, acompanhada de US$ 13,35 milhões em recursos para programas de combate ao narcotráfico e ao crime organizado no país e na região.
As cinco organizações incluídas na lista argentina já foram classificadas como terroristas pelos Estados Unidos.







