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Tensão com Israel

Argentina suspende transferência de embaixada para Jerusalém por disputa envolvendo Malvinas

O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, cumprimenta o presidente Javier Milei no Knesset, o parlamento israelense, durante visita do argentino em junho passado (Foto: ABIR SULTAN/EFE/EPA)

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O governo da Argentina suspendeu planos anunciados pelo presidente Javier Milei de transferir a embaixada do país em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.

Segundo informações divulgadas pela emissora israelense Canal 12 no fim de semana, a suspensão do processo de transferência ocorreu devido a um projeto da empresa Navitas Petroleum, de Israel, de realizar perfurações em alto-mar perto das Ilhas Malvinas, um plano estimado em US$ 2,1 bilhões e com início previsto para 2028.

Em dezembro, o governo da Argentina já havia criticado a Navitas e a empresa britânica Rockhopper, também envolvida no projeto, chamando-o de “ilegítimo” com base numa resolução da ONU de 1976, que proíbe “decisões unilaterais” sobre as Malvinas enquanto a disputa entre Argentina e Reino Unido pelo arquipélago estiver em andamento.

Segundo informações do jornal The Times of Israel, o ministro das Relações Exteriores do país, Gideon Sa'ar, comunicou à Argentina que o governo israelense não está envolvido no projeto.

A pasta afirmou em nota que a Argentina “é uma das melhores e mais próximas amigas de Israel, e há contato contínuo e estreito entre as lideranças de Israel e da Argentina” e que a questão “continuará sendo discutida entre as partes”.

Em visita a Israel em junho do ano passado, Milei disse que a promessa que havia feito de transferir a embaixada argentina no país de Tel Aviv para Jerusalém seria cumprida em 2026.

A maioria dos países mantém suas embaixadas em Israel em Tel Aviv e apenas sete têm suas representações em Jerusalém: Fiji, Guatemala, Honduras, Kosovo, Papua Nova Guiné, Paraguai e Estados Unidos.

A disputa entre argentinos e britânicos pelas Malvinas levou a uma guerra entre os dois países, em 1982.

Em um referendo realizado em 2013 com habitantes das Malvinas, 99,8% dos moradores do arquipélago disseram que preferiam que este mantivesse o status de território ultramarino britânico.

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