Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
diplomacia

Assembleia Geral da ONU voltará a condenar amanhã o embargo a Cuba

O resultado do debate e da votação deve ser muito similar ao do ano passado, quando apenas Israel e Palau se uniram aos Estados Unidos ao votar contra a resolução

A Assembleia Geral das Nações Unidas voltará a condenar nesta terça-feira (29) o embargo americano a Cuba desde 1962, um procedimento que se repete desde 1992.

O resultado do debate e da votação de amanhã deve ser muito similar ao do ano passado, quando apenas Israel e Palau se uniram aos Estados Unidos ao votar contra a resolução, segundo anteciparam fontes diplomáticas nesta segunda-feira.

No ano passado, em uma votação que aconteceu em novembro, houve 188 votos a favor da resolução de condenação ao embargo e solicitação de sua suspensão, além de duas abstenções (Micronésia e Ilhas Marshall) e os citados três votos negativos.

A minuta que será discutida amanhã na Assembleia inclui, como é habitual, um relatório do secretário-geral com comentários de Estados-membros e dos organismos dependentes das Nações Unidas.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), por exemplo, indica que a situação na ilha caribenha durante o ano passado "foi similar à de exercícios anteriores", já que o embargo "afeta as relações econômicas externas de Cuba e seus efeitos podem ser observados em todas as esferas das atividades sociais e econômicas do país".

Este organismo assinala que, segundo cálculos oficiais, as perdas diretas e indiretas acumuladas pelo embargo desde 1962 até dezembro de 2011 totalizam US$ 108 bilhões.

Também lembra que a medida americana limitou o acesso cubano a instituições financeiras internacionais, o que "reduziu a possibilidade de obter recursos" para os planos de desenvolvimento nacional ou local do país.

O Pnud destaca também que "o modelo cubano de desenvolvimento está mudando".

Os Estados Unidos, que argumentam que o embargo é uma desculpa das autoridades cubanas para justificar a má situação econômica de seu país, se defenderam nos últimos anos com base nas medidas de abertura aprovadas pelo presidente Barack Obama

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.